Revisão - parte 1
O Tao-Te-Ching
O mais importante livro sobre o Tao, o Tao-Te-Ching, foi escrito por Lao-Tsé, controvertida figura de escritor e filósofo, de cerca de 2600 anos atrás, na China. O livro é constituído de 81 versos cujo objetivo é sensibilizar os Leitores para os méritos do Tao e, ao seguir este caminho, conseguir uma vida mais feliz e completa. Apesar de ter sido escrito em uma só noite, o livro apresenta grande profundidade, o que nos leva a supor que Lao-Tsé estivesse inspirado ou mesmo iluminado quando o escreveu.
O Tao
Inicialmente, o Tao nos lembra Deus, e isto não é correto, já que o Deus ocidental é antropomórfico – voltado para o ser humano, enquanto o Tao é mais genérico. O homem ocidental tem a mente marcada pela razão e pela lógica. Como os conceitos deste livro passam também pelo processo intuitivo, houve a necessidade de adaptar o texto à nossa forma de pensar. No primeiro verso do Tao-Te-Ching, encontramos - "O que pode ser definido, não é o Tao". Mesmo assim, há necessidade de algum tipo de definição para que possamos dar prosseguimento ao nosso estudo. Esta definição baseia-se nos efeitos do Tao - O Tao é uma Ordem universal, harmônica e harmonizante.
1- O Tao é uma Ordem, porque é uma Lei axiomática que não se cumpre ou se deixa de cumprir. Ela simplesmente atua sobre todas as pessoas e coisas, independe da vontade de cada um.
2- O Tao é universal, porque tem a maior abrangência possível: a totalidade dos espaços, tempos, coisas e pessoas, sejam elas objetivas ou sutis, como o pensamento.
3- O Tao é cósmico ou organizado, porque ele cria ou recupera o equilíbrio e, não se podendo dar o que não se tem, o Tao é necessariamente organizado.
4- O Tao é harmônico, porque, se não o fosse, não poderia harmonizar as partes que estejam em relação.
5- O Tao é harmonizante, porque possui a capacidade de prover solução para as situações em conflito.
O Tai-Chi
Um bom entendimento do Tao passa necessariamente pela compreensão do Tai-Chi, símbolo que representa a unidade de uma situação e as duas partes que a compõe. Para os estudiosos, toda situação apresenta dois elementos opostos ou complementares: saúde/doença, claro/escuro, etc. Alegam que só fica doente quem tem saúde, e só fica curado quem esteja doente.
Esta situação saúde/doença, é então colocada no Tai-Chi e examinada para se encontrar o caminho da cura. Estar doente, é ter um lado do Tai-Chi maior, ficando o conjunto em desequilíbrio. As terapias dão as condições para a ação do Tao, que será a de restaurar a Harmonia, ou seja, a cura propriamente dita.
Colocar mente e corpo em wu-wei, isto é em nível de serenidade, permitirá que qualquer pessoa consiga curar seus pequenos males. A prática é fundamental para o aperfeiçoamento desta arte. Problemas de qualquer natureza podem ser visualizados no Tai-Chi. Achar suas partes constituintes, e daí a melhor solução é, assim, uma questão de bom senso. Também aqui, o exercício da identificação das duas partes, é a chave do processo.
Fonte do Texto
O Tao do Ocidente, de P. G. Romano.
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Versão adaptada por Euro Oscar.
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