Grande calamidade é a corrida pelo sucesso


Homem tranquilo sentado num pequeno palheiro encostado a uma árvore sorri serenamente

"O não-fazer constrói tanto quanto o fazer destrói." Lembremos que o não-fazer é um estado de receptividade mental e física — mas não de paralisia — onde o espaço que esvaziamos de nossas preocupações é preenchido pelo Tao em sua função regeneradora. É exatamente assim que ele trabalha por você. No início de nossa experiência com o Tao, é natural que estejamos cheios de dúvidas. Para a maioria das pessoas, o primeiro exercício será um retumbante fracasso e nunca mais vão querer saber deste Tao.

Ora, a ação do Tao exige como pré-requisito um espaço calmo e harmônico para que ele possa agir. As nossas preocupações nesse estágio estão mais voltadas para o resultado e para o processo. Assim, não se consegue formar aquele vazio FUNDAMENTAL para se receber o reequilíbrio do Tao. Se durante o exercício você passar a orar, suplicar, etc., isso só terá algum resultado se você afastar a mente do problema. A prece é o wu-wei ocidental.

As soluções que encontramos para os problemas de nosso dia-a-dia são baseadas em proposições racionais. O hemisfério direito do cérebro diz respeito à lógica e à razão; o hemisfério esquerdo, às emoções e à intuição. Só que nós raramente damos algum valor à intuição. A razão é a ferramenta da inteligência, e a intuição a da sabedoria.


"O sábio se alegra com a alegria dos outros."

Existe a ideia de que os sábios, os monges e mesmo os homens cultos são pessoas sem senso de humor. Um sábio arrogante não passa de um ignorante, porque a sabedoria é filha dileta da intuição, que mora no hemisfério esquerdo de nosso cérebro. Neste mesmo lado também se situam as emoções, os grandes prazeres, a estética, o humor, a alegria... Há assim duas partes opostas mas complementares. A razão, a lógica e o bom-senso residem no lado direito da rua mental. No outro lado, seus vizinhos são mais alegres, emotivos, amorosos, desinteressados, gente que vive mais descontraída.

O sábio é um homem despojado, sem inverno, atencioso e prestativo. Esta é a razão de ele se alegrar com o riso dos outros e não sentir nenhum constrangimento em rir junto, se alegrar com quem está feliz. Ele fica satisfeito com a vitória dos outros, o que é raro num ser humano. É uma grande satisfação que ele tem, pois sabe que a pessoa sorridente está passando por um momento de grande Harmonia.


Próxima: Qual o sentido da vida?

Índice

Anterior: Ter consciência do Tao exige uma postura de vida


Fonte do Texto

O Tao do Ocidente, de P. G. Romano.
Direitos reservados - © 2000.
pgromano@hotmail.com
Esta reprodução foi autorizada.
Versão adaptada por Euro Oscar.


Fonte da Imagem Editada

Autor: Sasin Tipchai (Tailândia).
Autorizada pelo site Pixabay.


Direitos Reservados

Pesquisas, seleções, adaptações,
edições e digitações: Euro Oscar.


Buscar no Site


Home