O Tao no Ocidente
Aqui no ocidente, diversas academias estão utilizando, com enorme sucesso, a transcrição da pintura e da música para a dança. Aqueles que tiveram oportunidade de assistir a um desses espetáculos admiram-se da mágica que é transmitida pelos suaves e graciosos movimentos, numa precisa unidade com a música.
Entre a dança, a ginástica e as artes marciais, existe a conhecida prática do Tai-Chi-Chuan, que trata dos movimentos que visam restabelecer o equilíbrio físico e mental naqueles que o praticam. Existem explicações bastante completas que falam de um fluxo de energia vital, Chi, e de certas vias que o corpo possui e que não são mostradas na anatomia tradicional.
A ação de cura se faz pelo excitar ou acalmar determinados pontos na pele, que são ligados entre si e aos órgãos do corpo através de linhas imaginárias chamadas meridianos. Esses meridianos são bem mais reais que as linhas referenciais de Greenwich, do equador ou dos trópicos geográficos. Tai-Chi-Chuan, massagens e Do-in têm apresentado tal eficácia que é estranho que sua aplicação e aceitação não sejam maiores. Há pessoas que conseguem, com um leve massagear na cabeça e nuca entre seus polegares e palmas, livrar muitas pessoas de dores de cabeça, enjoos e enxaquecas, quando os remédios não estavam mais surtindo efeito.
Essas pessoas não eram profissionais, mas tinham em si os elementos capazes de promover esta mágica: amor, interesse e empatia. Somando isto a uma técnica bastante modesta, foram abertas as portas para que o Tao, que responde pela cura propriamente dita, executasse sua ação. O Tao tem suas próprias regras, que em nada dependem do que pensa ou deixa de pensar o ser humano. Quando falamos no Tao, necessariamente falamos no Tai-Chi e na possibilidade que ele nos oferece de exercitarmos o processo analítico-filosófico da questão. O Yin é associado ao negativo, feminino, lua, noite, enquanto o Yang está ligado aos opostos ou complementares harmônicos positivo, masculino, sol, dia.
Dependendo do problema que estamos analisando, um ou outro lado podem (e devem) receber nomes variados, desde que seja mantida a Harmonia do conjunto. Somente após a designação do Yin e Yang estaremos em condições de ter uma visão geral da questão. A profunda reflexão, a utilização da lógica e/ou da intuição podem e normalmente acham o par correto, que sempre será aquele que dá a mais perfeita solução ao problema.
Fonte do Texto
O Tao do Ocidente, de P. G. Romano.
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Versão adaptada por Euro Oscar.
Fonte da Imagem Editada
Autor: Sasin Tipchai (Tailândia).
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