Qual o sentido da vida?
O que iremos falar é sobre a direção que estamos dando à nossa vida, à nossa filosofia de viver. As pessoas exibem a todo momento o seu sentido de vida; basta observar atentamente o que está por trás de cada um de seus gestos.
Imagine todo mundo agindo de acordo com a sua vontade pessoal. A organização social não duraria um dia. Para isto existem as Leis. Seu objetivo é que as pessoas pensem e ajam de forma mais ou menos igual. A liberdade individual é cerceada e vigiada de tal sorte que um não incomode os outros. Quem quiser viver no mundo desta sociedade deve se sujeitar às Leis deste clube.
Se você acha que a sua liberdade é mais preciosa que as convenções estabelecidas, o melhor a fazer é afastar-se desta sociedade e encontrar uma outra, uma comunidade, um "ashram" talvez, onde seus componentes pensem e ajam mais ou menos ao seu modo.
Viver em uma grande cidade exige enorme grau de adaptação. Quando não dá certo, surgem os problemas emocionais. Nas cidades pequenas a paz é maior, mas as frustrações também existem.
Parece plausível assim que meu sentido de vida não tenha muito a ver com o seu. Não há uma verdade neste assunto. Uma vida harmoniosa e tranquila é conseguida por meio de pensamentos e ações serenas e equilibradas, onde a intuição e a razão se equivalem; onde o bom-senso do Tao harmonizante predomine, sem rigidez nem fanatismo.
"Sem desejos o homem retornará à primitiva simplicidade."
Ao eliminar os desejos do homem, ele voltará à sua antiga simplicidade. Quando você tem muitos desejos, é bastante possível que não consiga realizar boa parte deles. A sistemática repetição destes fatos agride a mente e nossas emoções e poderemos ficar emocionalmente doentes — angustiados, tensos, deprimidos...
Se você limita desejos e ambições, com certeza terá muito menores chances de se frustrar e consequentemente de sofrer suas sequelas. Assim, um homem que tivesse pouco, mesmo podendo ter muito mais, nada teria a escolher e decidir e seria mais tranquilo e feliz. Isto é economia emocional, excelente processo harmonizante.
A vida mundana é mais voltada ao TER do que ao SER; a régua que mede o homem é a do status social e do poder econômico. É muito difícil a convivência entre riqueza e Justiça, porque não se fica rico sem que alguém fique pobre e saia prejudicado.
A simplicidade a que se refere o autor do Tao-Te-Ching são aqueles valores SEUS, que ninguém pode tirar. Quem vai roubar o seu amor pelas artes, ou pelas outras criaturas, ou seu desejo por conhecimentos, sua criatividade, sua liderança?... É pela redução do apego excessivo aos bens materiais, pela abolição consciente das ambições impossíveis e prejudiciais e pela valorização dos méritos individuais que se pode vislumbrar uma fímbria de luz que marcará os tempos mais sadios.
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Fonte do Texto
O Tao do Ocidente, de P. G. Romano.
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Versão adaptada por Euro Oscar.
Fonte da Imagem Editada
Autor: Sasin Tipchai (Tailândia).
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