O Tao não exige nem precisa de gratidão e simplesmente age


Um jovem e duas moças acomodados juntos no gramado sorriem diante de uma cena num dos notebooks

"O sábio não luta para impor suas ideias e por isto é inatacável."

Devemos ser gratos a todos aqueles que nos fazem um favor; é uma afirmação bastante comum e natural. Há um consenso de que a ingratidão é uma das expressões mais negativas do ser humano. Espera-se que um favor, uma gentileza, seja reconhecida e retribuída, se a ocasião aparecer.

O Tao é uma Ordem cósmica e universal, Lei que rege todas as Leis e é absolutamente justo, implacavelmente justo. A harmonia que ele promove não depende de raça, religião, orações, pedidos, méritos, nada... Ele não guarda mágoas nem rancores. O Tao não exige nem precisa de gratidão, porque ao fazer o que ele faz, simplesmente realiza o atributo da ação justa. Ele faz o que tem que ser feito; a chuva cai, porque tem que cair.

Como uma panela, a mente deverá dispor de um "espaço vazio" para poder aprender. Uma panela cheia até a borda não suporta nem mais uma gota. Este raciocínio pode se estender do micro ao macro, de um átomo a uma galáxia. O conhecimento, o aperfeiçoamento, a sabedoria, a harmonia, necessitam de espaço para se fazer presentes e atuantes. Fornecer espaço em nossa mente, isto é, pacificá-la das preocupações que nos estejam assolando, é o único requisito para se atingir a solução do problema que estiver em questão.


"O sábio orienta"

Aquele que delega, que ensina, mesmo sabendo que poderá perder o seu lugar, e o faz por ser esta sua tarefa, age virtuosamente. O homem sábio vai muito além disso; instrui sem restrições e se alegra com isto. Desta forma, treinar e delegar passa a ser imperativo. E se isso for feito com amor e respeito, as virtudes serão acumuladas.


A justiça e o Direito

"Não há Ética onde o Direito toma o lugar da Justiça." Há uma permanente discussão sobre quem redigiu as Leis do Direito. Alguns alegam que foram os mais fracos para se defender dos mais fortes; outros, que os mais fortes as impingiram com a intenção de subjugar os mais fracos. O Direito, no mais das vezes, muito pouco tem a ver com a Justiça, até mesmo porque são patentes suas contradições e assim seu caráter ambíguo.

Se tivéssemos um Código de Justiça, que não temos, lá estaria um item que diria apenas: não se deve prejudicar outra pessoa. Muito mais sintético, conclusivo e justo. A simples aplicação das normas do Direito não garante que a Justiça será feita, já que estas normas são sempre tendenciosas e favorecedoras. Nenhum Código de Direito poderia se sobrepor aos preceitos básicos de uma Justiça que preservasse a integridade harmônica do indivíduo, da coletividade, da nação.


"Ser virtuoso é melhor que ter habilidades e artimanhas."

Ao optarmos pelo caminho do crescimento, estas habilidades e artimanhas, que foram se desenvolvendo em nosso relacionamento com o mundo, devem evidentemente ser modificadas ou definitivamente esquecidas. Aquele que segue o caminho do Tao deve se esforçar por ser virtuoso. Renunciar à mentira e ao enganar-se a si próprio é básico para aquele que pretende continuar na trilha. No dia em que você sentir que cresceu um milímetro, um só, não duvidará mais que, de fato, valeu a pena…


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Fonte do Texto

O Tao do Ocidente, de P. G. Romano.
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pgromano@hotmail.com
Esta reprodução foi autorizada.
Versão adaptada por Euro Oscar.


Fonte da Imagem Editada

Autor: Sasin Tipchai (Tailândia).
Autorizada pelo site Pixabay.


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