Palavras de Sabedoria — ecos do Tao-Te-Ching

O caminho que a razão não alcança
O caminho que se consegue explicar direitinho, passo a passo, quase nunca é o caminho que leva ao Tao — porque esse caminho nasce mais da intuição do que da razão. Por isso, quem entende de verdade age sem forçar e ensina sem discursar: a atitude mais eficaz vem da calma, não da imposição. Juntar conhecimento não é a mesma coisa que ter sabedoria — dá pra acumular muita informação e continuar sem entender nada de essencial. A pessoa verdadeiramente feliz é prestativa no que dá, sincera no que fala, suave no jeito de conduzir os outros e serena no modo de agir. E assim como não se enche um vaso além da sua capacidade, cada um tem os próprios limites — reconhecê-los, em vez de brigar com eles, evita frustrações desnecessárias.
Desapego e equilíbrio
Largar mão da necessidade de recompensa e de vaidade é outro fio que atravessa esse jeito de viver: quem se vangloria, no fim das contas, não é reconhecido por isso — a vaidade acaba se voltando contra quem a exibe. Vale mais ser firme na Justiça do que correr atrás de aplauso, e o silêncio, com frequência, diz mais do que o excesso de palavras. Há também uma certeza reconfortante nessa forma de olhar o mundo: o vazio se enche, e o que está incompleto se completa, no seu tempo certo — não é preciso forçar. No fundo, viver com simplicidade, moderação e atenção ao momento presente segue sendo o caminho mais curto até o Tao.
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Fonte do Texto
Condensado e adaptado, por Euro Oscar, de O Tao do Ocidente, de P. G. Romano.
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Fonte da Imagem Editada
Autor: Sasin Tipchai (Tailândia).
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