Calma, mente vazia e razão versus intuição
Não fazer nada, de propósito
O Tao precisa de espaço vazio e tranquilo para agir. Essa calma pode vir de exercícios, de posturas do corpo ou simplesmente de um jeito de ser — é preciso querer a cura para ser curado. O **wu-wei**, ou "não-fazer", é justamente isso: mente vazia e corpo em repouso, uma atitude de receber que a razão dificulta, mas que os animais conseguem com facilidade. É a base do Tai-Chi-Chuan, praticado até hoje por milhões de chineses nas praças, todas as manhãs.
O Tao cuida do Universo inteiro
O ocidental foi ensinado a enxergar um Deus com corpo e comportamento humanos — como fizeram os egípcios e os gregos com seus próprios deuses. O Tao, ao contrário, não é uma pessoa, não premia nem castiga: ele cuida do Universo inteiro. A ciência moderna fez com que a intuição fosse esquecida, mas os maiores avanços da humanidade nasceram justamente de ideias filosóficas intuitivas — e a própria Física Quântica hoje sugere que existe alguma relação entre a vontade e o movimento de partículas muito pequenas. Não é preciso que todo mundo concorde com o que está escrito aqui: basta que alguém, ao ler, tire algum proveito disso.
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Fonte do Texto
Condensado e adaptado, por Euro Oscar, de O Tao do Ocidente, de P. G. Romano.
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Fonte da Imagem Editada
Autor: Sasin Tipchai (Tailândia).
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