Depressão: Parte 7

Por Rosana Felipozzi


A mecânica da mediunidade é a mesma da obsessão. É uma relação mental entre o encarnado e o desencarnado. Sendo assim, da mesma forma que atraímos o espírito para dar comunicação na sua mediunidade de tarefa, atraímos o obsessor no mesmo mecanismo mental.

No caso do depressivo, por ter um campo mental negativo, as associações mentais inferiores com os obsessores ocorrem com facilidade. É por isso que a assistência espiritual dá muito resultado, pois ela é uma desobsessão.

Não podemos afirmar que a causa da depressão seja uma obsessão anterior, mas a existência da depressão pode gerar uma obsessão posterior.

Como é que a depressão se relaciona com as vidas passadas de uma pessoa?

Wlademir Lisso - Nós somos o produto das predisposições que trazemos das várias vidas anteriores. A depressão é o produto das predisposições do espírito. Por isso é que os débitos que assumimos perante as leis divinas, somados ao que fomos e fizemos, fazem parte daquilo que somos hoje.

Portanto, as reencarnações passadas, embora fiquem isoladas em nossa memória nessa encarnação, estão na memória espiritual e nos afetam mais ou menos.

No caso dos depressivos, as barreiras fluídicas que isolam e permitem que nos esqueçamos de nossas vidas passadas podem sofrer uma redução, afetando o indivíduo.

Não são lembranças conscientes, mas elas vêm do inconsciente e ficam interferindo no campo mental atual. O Espiritismo não aceita como válida a terapia de vidas passadas e é totalmente contra a sua utilização. É muito arriscado trazer de volta alguns conteúdos que podem, até certo ponto, beneficiar uma pessoa; porém o malefício pode ser bem maior.

Com a frase “Após a crise, é vencedor quem sabe reconstruir-se da guerra interior travada consigo mesmo”; o senhor faz uma analogia entre a depressão e a guerra nos seus aspectos bons e ruins. Fale-nos um pouco sobre isso.

Dr. José Ricardo - O deprimido tem sua consciência preservada. Assim sendo, vivencia toda a sintomatologia acarretada pela doença. Tem plena percepção do caos interior, da impotência de mudar o percurso. No auge da crise, sente-se derrotado, sem perspectivas, indiferente à vida.

Por mais de uma vez tivemos a oportunidade de ouvir depoimentos afirmando que “tudo parece cinzento, sem cor, sem vida”. A guerra também é uma ocorrência caótica. Traz sofrimento, luto, destruição, depressão e fome.

Entretanto, tanto uma situação como a outra, podem acarretar crescimento. O sofrimento pode ajudar o ser humano a amadurecer, crescer, valorizar a beleza da vida, ser mais solidário e humilde, ser menos egoísta.

 

Fonte

Postado por Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Espiritismo e Ciência no 13, páginas 22-25.)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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