Depressão: Parte 3

Por Rosana Felipozzi


A Bile Negra, também conhecida desde o período de Hipócrates na Grécia antiga, é um líquido existente no corpo humano que se acreditava que os depressivos possuíam. Ela estava associada a uma maior capacidade intelectual para os renascentistas.

O termo depressão propriamente dito foi usado pela primeira vez em inglês, em 1660. Mas foi com os estudos de Freud, que ligavam a doença com as questões voltadas à libido, que ela ficou conhecida por todos.

Segundo ele, a depressão acontece quando o ódio interfere no amor. No livro Luto e Melancolia, Freud coloca o luto não como perda de um ente querido, mas sim, como a perda da libido sexual.

Sinceramente, não concordo com algumas afirmações feitas por Freud pois, para mim, as pessoas depressivas costumam ser extremamente amorosas e até desenvolvem processos de carência.

Acredito que o depressivo normalmente tem uma capacidade de observação muito acentuada e, ao fazer isso, vivendo num mundo como o nosso, realmente não encontra motivos para estar muito alegre.

O que observo é que o depressivo tem uma grande capacidade de interagir com o mundo, mas por outro lado, na maioria dos casos, encontra uma grande dificuldade de se adaptar às mudanças.

O que para alguns é rapidamente aceito, para o depressivo leva mais tempo, aumentando a chance de desenvolver crises depressivas em diversos graus.

A ideia que se tem hoje em dia relacionando a depressão à sexualidade é que não é a falta de sexo que gera a depressão, mas sim, o sexo em desequilíbrio.

Há alguns anos, acredito que em 2002 mais ou menos, foi feita uma pesquisa na Nova Zelândia que inverteu totalmente esse antigo conceito de que quando uma pessoa não pratica sexo com regularidade automaticamente fica depressiva.

Ainda existem profissionais que adotam uma linha freudiana, passando esse tipo de informação a seus pacientes. A meu ver, isso é dogma, não é ciência.

 

Fonte

Postado por Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Espiritismo e Ciência no 13, páginas 22-25.)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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