Depressão: Parte 6

Por Rosana Felipozzi


Dr. José Ricardo - Minha posição a esse respeito com certeza não é referendada pela grande maioria dos psiquiatras. Sou espírita e, nesta condição, não consigo desvincular o presente de cada ser humano de seu passado, a sua realidade atual atrelada a incontáveis experiências reencarnatórias anteriores.

Sou convicto de que o sofrimento de hoje tem sempre explicação, se não na presente vida, em encarnações pretéritas.

Dentro desta visão, afirmo que trazemos sequelas dê desvios, desmandos, desrespeito ás leis que regem o universo através das nossas vidas anteriores. A consciência de culpa está ínsita no espírito. E sempre que há culpa, houve crime, delinquência.

A Terra não é habitada por espíritos imaculados de culpas. Ao contrário, vivemos em um planeta atrasado, de “provas” e expiações. O sentimento de culpa vem do nosso inconsciente e é isso que impede as pessoas de se sentirem felizes. Culpa tem muito a ver com depressão.

Entendo que nosso inconsciente/subconsciente transcende ao registro de experiências vivenciadas exclusivamente na existência atual, mas guarda toda a nossa trajetória como espíritos a caminho da evolução.

Esses registros, com maior ou menor intensidade, acabam por incursionar a nível consciente, desarmonizando o espírito. Este, fustigado pela culpa, pelo remorso, desarmonizará o perispírito o qual, no processo da encarnação, refletirá na desarmonia do corpo físico.

Afinal, a mente espiritual dirige o perispírito, este o corpo físico e ambos dependem do espírito. Portanto, uma dissonância vibratória do espírito com certeza terá repercussões no ser encarnado, abrindo espaço não só para doenças psíquicas, como a depressão, como para doenças físicas.

Qual a relação existente entre a depressão e a mediunidade? Pessoas depressivas não devem atuar mediunicamente?

Wlademir Lisso - Existem alguns profissionais que tentam diagnosticar a mediunidade num órgão físico, no caso, a glândula pineal, através de exames. Para mim, isso não é ciência; é pseudociência. A ciência não aceita essa teoria. A mediunidade, pelo que observo nos trabalhos assistenciais, vem do desequilíbrio, não é a causa do desequilíbrio.

Quando uma pessoa começa a se desequilibrar é porque as barreiras que isolam as reencarnações passadas afloraram, e automaticamente também as lembranças e os obsessores. Às vezes, vêm manifestações até de efeitos físicos.

O primeiro passo nesses casos é fazer o tratamento espiritual para desaparecer essa mediunidade que está aflorando. Na verdade, se chama “perturbação de fundo mediúnico”. Não significa que aquela pessoa tenha tarefa mediúnica.

Não aconselhamos que pessoas depressivas desenvolvam a mediunidade; ao contrário, o importante é fazer com que ela não se manifeste.

 

Fonte

Postado por Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Espiritismo e Ciência no 13, páginas 22-25.)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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