Continuação da Entrevista Exclusiva: Parte 6 do Texto

O senhor disse que as pessoas ficam focadas nos problemas e nas dificuldades que nascem desses problemas, como se estivessem sintonizadas numa faixa negativa de acontecimentos. Como quebrar esse ciclo?
Esse é o lance importante. De dez conversas que temos hoje, as pessoas sempre vêm falar de problemas. Elas são apegadas aos problemas. Temos que mudar o foco e concentrar as energias na solução.

Respondendo objetivamente: a primeira coisa que precisamos analisar é o tipo de problema que temos em mãos. Se for um problema que se repete, ele deteriora nossa vida e significa que não conseguimos quebrar o círculo vicioso.

O único jeito de resolver isso é entender que a pessoa é a causadora do problema e, em seguida, assumir a responsabilidade de estar nesse problema que se repete, e mudar a postura diante da vida.

Se a pessoa me diz que está com uma dificuldade e não consegue resolve-a, existem quatro passos. Primeiro: reconhecer que o problema é um problema – porque há muitas pessoas que têm um problema e acham que não têm. Segundo: pedir a alguém que o conheça para ajudá-lo; ou seja, se a empresa está com dificuldade financeira, deve chamar alguém que entenda disso. Terceiro passo: a pessoa elabora um plano de ação. Quarto: ação.

No Brasil, geralmente negamos o problema, pedimos ajuda de pessoas que não são especialistas, não temos um plano de ação. E, quando fazemos tudo isso, não colocamos a coisa em prática.

Resolver problemas nos deixa fortes, e isso é fundamental. É bom ter problemas, dificuldades. Eles são oportunidades. Há uma frase no meu livro novo que diz “Felicidade não é ausência de problemas; ausência de problemas chama-se tédio. Felicidade são grandes problemas bem administrados”.

O que torna o ser humano um verdadeiro líder consciente?
Eu era responsável pela Cadeira de Liderança numa escola da Espanha chamada Euro Fórum. Lá eu teria três dias de aula para responder a essa pergunta, mas vamos resumi-la.

Todo mundo quer liderar, mas líder é a pessoa que cria no outro o desejo de ser influenciado por ela. Por exemplo, o pai quer influenciar o filho, mas a pergunta é: o filho quer ser influenciado pelo pai? Não, porque o pai não é líder.

O chefe quer influenciar os subalternos, mas estes não querem ser influenciados por ele é porque ele não é líder. Ele pode ser o chefe, o patrão, o dono e só por isso manda, mas não é um líder. Ser líder diz respeito à influência sobre a vontade do outro de querer ser influenciado.

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br .


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

Pesquisar no site:


Home