Começo da Entrevista Exclusiva: Parte 2 do Texto

A página anterior foi uma apresentação.


Atualmente vemos no universo empresarial uma busca por resultados e metas, que lembra de maneira triste a mentalidade da década de 1980. Como você vê isso?
Eu tenho dito às empresas que o grande desafio no mundo do trabalho é ser competitivo e, ao mesmo tempo, humanista, conseguir integrar sucesso com felicidade. Esse é o grande objetivo.

Muitas empresas quebram no Brasil porque só valorizam o ser humano, a ambição, o bem-estar, ou o outro lado, tão perigoso quanto: a ambição sem medidas.

Quando você tem uma empresa que só valoriza a competitividade, você terá pessoas que vão acabar sofrendo de estafa e ficando desmotivadas; elas não conseguem continuar trabalhando simplesmente pelo dinheiro, pelo resultado, e essa empresa vai ficar no vazio.

O Guia das 100 Melhores Empresas para se Trabalhar (Editora Abril - Revista Exame) já está ficando mais valorizado do que As 500 Maiores Empresas, porque as pessoas querem trabalhar numa empresa em que se sintam importantes, criando uma contribuição para o mundo, transformando á humanidade, fazendo a diferença.

Há uma pesquisa da psicóloga Sofia Esteves, com trainees – que são profissionais ainda na vida acadêmica -, e é interessante que a maior parte desses trainees dizem querer obter sucesso sem destruir suas vidas como seus pais destruíram as deles. Essa moçada de hoje, entre 20 e 24 anos, já tem uma noção de qualidade de vida.

Pensamento cria realidade. Algumas pessoas acreditam que o trabalho traz a infelicidade no amor, e isso acontece porque o pensamento cria matéria.

Eu acredito que a espiritualidade pode trazer riqueza material; então, você pode ter a riqueza material junto com a espiritualidade e a riqueza espiritual. Uma não proíbe a outra, e eu vejo que quando as pessoas têm essa consciência, essa consciência, aliada à força, cria a realidade dessas pessoas.

Existe um pessoal que tem o pensamento muito pobre: “Para eu ter dinheiro, eu tenho que abrir mão de tudo, abrir mão de ser um ser humano, ter uma amizade legal com os filhos, ter um casamento e uma família legal”.

No sentido da totalidade da vida, eu vejo essas pessoas como as mais pobres que existem, porque pagam um preço muito caro pelo dinheiro.

Eu gosto de dinheiro, mas gosto do dinheiro que me dá coisas, não do dinheiro que me tira coisas. O dinheiro que destrói uma família, um casamento, os valores, a espiritualidade, é um dinheiro caro.

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br .


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

Pesquisar no site:


Home