Continuação da Entrevista Exclusiva: Parte 4 do Texto

Alguns estudiosos afirmam que o individualismo acabou. Aquela coisa do self-made-man chegou ao seu final. O que existiria hoje, na verdade, seria um individualismo positivo, um respeito intenso pelo indivíduo humano. O individualismo, que num momento era uma coisa negativa, hoje se transformou em algo positivo. Como você vê isso?
Se analisarmos as ideias dos pensadores modernos, vamos observar que eles vão tender sempre para uma polaridade. Num certo sentido, a polaridade deles sempre está certa. Esses dias, uma publicitária alemã, que está fazendo sucesso, escreveu um livro sobre a empresa dela chamado Aqui não se tem prazer.

Ela afirma que espírito de equipe é uma bela desculpa para um ficar fazendo corpo mole e deixar o outro trabalhar. Quando ela diz isso, está certa. Agora, se não houver o espírito de equipe e cada um fizer o que der na telha, nada dará certo.

Se ficar todo mundo esperando para se tomar uma decisão por consenso, nunca haverá uma decisão. É por isso que a economia japonesa não está andando – porque tudo precisa ser por consenso, e decisão por consenso, quando tomo mundo decide, demora três anos. Resultado: a decisão se torna inútil.

Por exemplo, se você vai fazer uma viagem espiritual, ela é única e exclusivamente individual. Por mais que eu ame meus filhos – e certamente são seres que eu amo ao infinito -, não consigo lhes transmitir um mínimo de sabedoria. Às vezes, eu os vejo fazendo coisas que vão lhes causar sofrimento, mas tenho que abençoar.

E isso não é apologia ao individualismo, essas coisas são individuais mesmo. Agora, se a humanidade não cooperar, seremos extintos mais rápido do que imaginamos. Você precisa estar entre o ying e o yang, qualquer que seja o ying e o yang, É como se o individualismo e o cooperativismo fossem forças dinâmicas se estruturando, e precisam estar no Tao.

Você tem que confiar em Deus para educar seus filhos? Precisa. Então, entregue-os a Deus, mas precisa dar limites; portanto, são as duas coisas ao mesmo tempo. Não é dizer “sim” para tudo. Nem sim para a individualidade, nem sim para o coletivismo; é o Tao – o equilíbrio.

Se alguém me disser que quer entender de empresas, eu vou sugerir que leia o Tao. Se alguém quer ser um empresário de sucesso, eu direi para ler o Tao. Se alguém disser que quer ser um professor, eu direi para ler o Tao.

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br .


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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