Mapas de Vidas Passadas: Parte 3

Entrevista com Maritha Pottenger


Por Alex Alprim e Gilberto Schroeder


Em seus estudos, quais os principais problemas cármicos você tem encontrado?
Muitas pessoas nos campos metafísicos têm padrões de vida passada de idealismo extremo ou de sacrifício por uma causa – por exemplo, o médico dedicado que, por estar ocupado demais cuidando dos pacientes, não cuida de si e morre. Ou a mulher que ama irrestritamente e é renegada ou mesmo morta por um parceiro, entre outros.

O equilíbrio entre cuidar apenas de si e seguir um caminho espiritual (onde se é parte de algo maior) nem sempre é fácil. Muitas pessoas nesse campo vão longe demais ao se desprenderem de necessidades pessoais, e acabam sendo prejudicadas pelo mundo material ou por pessoas menos espirituais ao redor.

Como a astrologia cármica vê a situação do planeta?
Quanto ao carma, acredito que o principal problema que nosso planeta encara é o desequilíbrio dos recursos. Nós todos sabemos que somos um único. Pessoas começam a reconhecer que o bater de asas de uma borboleta na América do Su1 pode afetar o clima na América do Norte. A doença agora é um problema global, com tantos transportes de massa. Porém, muitos ainda se recusam a enxergar as interligações.

Nosso atual governo está aprofundando o fosso que separa os ricos e os pobres, tanto nos EUA como no mundo. O governo também ignora solenemente o grande impacto destrutivo que as empresas e o padrão de consumo dos EUA impingiram ao ambiente (e continuam impingindo.) Por enquanto, estamos em um caminho bastante negativo. Espero que possamos reverter a tendência.

Em um nível individual, nós podemos ajudar – praticando amor, tolerância e fraternidade, e tentando ajudar nossos vizinhos. Se seguirmos o exemplo de Cristo (“ama ao próximo como a ti mesmo”), compartilharemos realmente o mundo. Começaremos a reconhecer que o que fere uma pessoa fere, de verdade, todos nós.

Você acha que pode existir uma motivação egoísta na busca das pessoas em conhecer suas encarnações anteriores? Existem inúmeros casos de pessoas que relatam terem sido personalidades importantes em vidas passadas, e raramente falam que foram ladrões ou prostitutas. Como você encara esse aspecto da questão?
Acredito que muitas pessoas têm motivações relativamente egoístas, e gostariam de ser importantes. Se, na existência presente, elas não conseguem admiração ou atenção, elas podem procurar no passado uma existência de riqueza, glamour e fama, que corresponda à necessidade que elas têm de serem vistas e notadas.

Gente demais quer acreditar que foi Cleópatra, César, Carlos Magno, Simon Bolívar ou alguém famoso. Não é possível que nós todos (ou mesmo a maioria) já tenhamos sido pessoas tão importantes.

A esmagadora maioria da humanidade teve vidas bastante comuns e frequentemente sofridas no passado. Este é outro motivo para nós normalmente não nos lembrarmos dessas vidas; além do mais, todas essas recordações só deixariam esta existência presente mais penosa.

Frequentemente, eu provoco os clientes dizendo que – embora eu tenha encontrado tanta gente que acredita que já foi essa ou aquela pessoa famosa – eu mesma tenho certeza de que já vivi várias vidas como uma camponesa gorda, que comia demais e que, as vezes, era punida por não trabalhar bastante (eu ainda gosto de comer muito e evito trabalho físico).

 

Fonte

Postado por Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Sexto Sentido 45, páginas 8-12.)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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