Mapas de Vidas Passadas: Parte 2
Entrevista com Maritha Pottenger
Por Alex Alprim e Gilberto Schroeder
Algumas pessoas recordam encarnações anteriores. Na minha opinião, a evidência mais convincente está no trabalho de Ian Stephenson e colegas, que examinam recordações infantis e verificam seu grau de acerto (Stephenson também encontrou indicações de que, às vezes, traumas de vidas passadas aparecem como marcas no corpo na próxima encarnação).
Muitos astrólogos analisam as questões cármicas através dos planetas chamados transpessoais (Netuno, Urano ou Plutão) e através de alguns aspectos relacionados aos nódulos lunares. Em seu livro Astrologia e Vidas Passadas (Past Lives Future Choices), você observa todos os planetas do mapa, principalmente Saturno. Como você chegou a essa conclusão?
Eu conduzi seminários por vários anos (com centenas de pessoas) em que exploramos as possibilidades de vidas passadas em cima de mapas astrais. Algumas pessoas tinham lembranças. Algumas tinham feito regressão (sob hipnose, por exemplo). Algumas pessoas tinham tido lampejos de uma época ou acontecimento em particular, etc. Meu trabalho está baseado nessa experiência.
Os planetas “transpessoais”, em termos de posição no zodíaco e aspectos, são totalmente vinculados à idade da pessoa e, portanto, não trazem revelações muito pessoais (a posição das casas é mais pessoal). As tradições astrológicas sobre a 12ª casa se mostraram muito consistentes em minha experiência.
Você chegou a estabelecer alguma relação entre os estudos e pesquisas científicas sobre reencarnação e o seu próprio trabalho de astrologia voltada para vidas passadas?
Como já disse, explorei muitas tradições astrológicas sobre vidas passadas (como a importância dos nódulos e das casas astrológicas ligadas ao elemento água) em meus seminários. Incluí no livro as tradições e interpretações que foram respaldadas por pessoas que assistiram aos seminários sobre vidas passadas e astrologia.
Qual tem sido o resultado dos mapas que você tem elaborado para seus clientes? Existem casos em que eles não foram muito favoráveis para a vida da pessoa?
Saber de vidas passadas pode ser muito doloroso. Essa é uma das razões pelas quais a psique normalmente não as relembra. Com certas configurações, eu recomendo que o cliente seja extremamente cuidadoso nas suas explorações; ele pode abrir uma caixa de Pandora e se arrepender imediatamente. Por exemplo, um cliente que se lembra de uma vida passada na qual ele foi torturado até à morte pode não apreciar a experiência.
Pessoalmente, não uso hipnose ou regressões de vidas passadas. Acredito que trabalhar com o mapa astrológico permite ao cliente um maior grau de distanciamento. Ele pode pensar e falar sobre o que poderia ter acontecido, sobre o que poderia ter sido uma vida passada, mas ele não revive nem sente novamente as experiências.
Assim, eles não se arriscam a muita dor e sofrimento. Portanto, eu esclareço a alguns clientes que hipnose ou regressão podem não ser aconselháveis nos seus casos. (continuação)
Fonte
Postado por Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Sexto Sentido 45, páginas 8-12.)
Agradecimento
Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.