Bem-Estar como Modo de Vida: Parte 4

Uma Conversa com Deepak Chopra


Em sua própria vida, você é um exemplo para as pessoas devido à extensão, criatividade e produtividade de suas atividades cotidianas.
Bem, eu poderia lhe dizer que é a minha atitude interior que está acontecendo. O oceano se eleva em ondas e, depois, estas descem.

Então, o fenômeno ao qual as pessoas se referem quando falam de Deepa Chopra é uma ondulação no oceano da consciência, que vai baixar em algum momento. E, enquanto isso durar, podemos nos divertir.

Como outras pessoas podem seguir seu exemplo, aumentando sua alegria de viver e melhorando a qualidade de sua existência?
Penso que a chave é não ser demasiadamente obstinado com relação às opiniões, não ser dogmático nem defensivo. É importante passar um tempo sozinho, praticar não-fixação, ficar quieto, testemunhar o mistério da vida que nos circunda em cada momento da nossa existência, enquanto ele acontece espontaneamente.

Quais seriam os maiores empecilhos que ficam no caminho das pessoas que despertam para essas mudanças?
Acho que quanto mais pensamos em nós mesmos maior será o impedimento Quanto mais nos concentra mos em objetivos pessoais gratificação do ego e ambição menos chance haverá de acessarmos os reinos mais profundos da existência. Algumas vezes, em momentos de silêncio, você consegue perceber que não existe uma pessoa; existe somente o universo fingindo ser uma pessoa.

Na procura das pessoas por Deus ao longo dos séculos, elas geralmente se voltavam para a religião. Contudo, o papel da religião na vida das pessoas parece estar mudando radicalmente.

Bem, o papel da religião tem sido etnocentrismo, fanatismo, racismo. ódio, guerra, limpeza étnica, assassinato e estupro. Vamos ser honestos: nenhuma religião pode afirmar ter realmente oferecido salvação para a humanidade. As religiões têm girado ao redor de controle, poder, conquista e dinheiro.

Além disso, os fundadores da religião não foram fundadores intencionais. Não acredito que Cristo se considerava um cristão, que Buda se considerava um budista ou que Maomé se considerava um muçulmano. Essas são instituições que se desenvolveram depois, e mesmo tendo oferecido conforto e o senso de comunidade, globalmente elas dividiram mais do que unificaram.

Então, à medida que entramos em um mundo, uma economia, uma cultura e uma internet globalizados, penso que também entraremos em uma espiritualidade globalizada.(continuação)

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 14 de Março de 2003 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Sexto Sentido, Número 34, Páginas 12-17.)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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