Bem-Estar como Modo de Vida: Parte 3
Uma Conversa com Deepak Chopra
Como isso funciona no mundo cotidiano?
Existem três componentes em qualquer experiência: há o estímulo externo, uma interpretação interna e uma resposta biológica do corpo.
Então, considerando essas três coisas, podemos dizer que talvez possamos mudar o ambiente e, algumas vezes, isso é possível, outras, não.
Se ficar preso em um engarrafamento lhe causa muito estresse, então você pode mudar o ambiente, pode sair para trabalhar mais cedo, ou ir trabalhar mais tarde, mudar de emprego ou de casa. Então, primeiro você pergunta: "O que posso fazer para mudar o que vejo como uma ameaça para mim e para o ambiente? Como posso mudar o estímulo externo?"
A segunda coisa que se pode fazer é dizer: "Muito bem! Não posso mudar o estímulo externo; o que posso fazer para reinventá-lo, para mudar o contexto do estímulo, para entender a oportunidade em seu bojo?" Em outras palavras, como posso fazer uma limonada só tendo limões?
Então, isso é reinventar, reinterpretar, mudar o contexto, e existem muitas maneiras cognitivas e perceptivas de fazer isso.
A terceira coisa que se pode fazer é mudar sua resposta biológica.Você não muda o estímulo, não muda o contexto, mas pode mudar sua resposta biológica aprendendo a relaxar seu corpo ou aquietar sua mente. É aí que coisas como treinamento autógeno, reflexologia, relaxamento muscular progressivo, massagem, meditação e técnicas psicofisiológicas assumem um papel importante.
Não há qualquer resposta pronta para todo mundo, mas quando você observa uma pessoa, você vê como a vida dela está transcorrendo, e você a ensina a como assumir responsabilidade por suas emoções, como vivenciá-las, identificá-las, exprimi-Ias, liberá-las, compartilhá-las, e como celebrar a experiência de vida sem criar intoxicação emocional e turbulência tóxica em seu sistema de mente-corpo.
Você diria, realmente, que o amor é a resposta definitiva para a maior parte desses problemas que temos entre nós ou com nós mesmos?
Sim, o amor é o oposto de medo e isolamento, mas você sabe que, se está se sentindo ameaçado em suas necessidades, provavelmente, nem mesmo terá tempo para pensar em amor.
Em seu livro, Como Conhecer Deus (How To Know God), você diz que as pessoas têm como escolher a forma pela qual se relacionam com Deus.
Sim, penso que a experiência divina depende do nível da consciência. Nas tradições orientais, esses níveis de consciência frequentemente são referidos metaforicamente como os sete chakras.
Em meu livro expliquei os mesmos sete níveis de consciência em termos de respostas biológicas, começando com a resposta de luta/fuga, a reativa, a resposta de consciência em repouso, a intuitiva, a criativa, a visionária e, finalmente, a sacra.
Então, começamos com níveis de consciência limitados e, na sétima resposta, chegamos a um nível de consciência infinito e desprendido, não-conceituai, inefável, porém experiencial.
Assim, o livro é realmente uma versão contemporânea de um dos modos mais antigos de considerar a experiência da divindade.(continuação)
Fonte
Postado por: Wagner Borges em 14 de Março de 2003 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Sexto Sentido, Número 34, Páginas 12-17.)
Agradecimento
Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.