A Sabedoria da Cabala: Parte 4

Entrevista ao Rabino Mishael Yehuda Halevi


Por Alex Alprim, da Revista Sexto Sentido.


Existem várias vertentes do conhecimento. Nos primeiros milênios, aquelas grandes almas viviam mais tempo porque precisavam de mais tempo para evoluir espiritualmente. Quando eles começam a utilizar maio conhecimento da cabala acontece, por exemplo, o que é narrado na história da Torre de Babel.

Todo mundo pensa na existência física de uma torre, mas se você pesquisar e estudar, vai ver que existem poucas provas arqueológicas a respeito da existência de uma Torre de Babel.

A cabala explica que a torre, na verdade, não era física, mas apenas um código. No Gênese, é dito que só havia uma língua falada em todo o mundo naquela época, que era o hebraico. A palavra "hebraico" é escrita Ivritz, e significa "do outro lado".

O que, na realidade, encerra essa história metafísica? É que estavam construindo um portal dimensional, a fim de que pudessem se locomover de um universo para outro, e se elevando espiritualmente. Assim, começaram a utilizar novos conhecimentos. Veio a questão do dilúvio, e a vida do homem foi diminuída em setenta anos para que se pudesse acelerar sua evolução espiritual.

Por viverem tanto, os erros acabavam se prolongando.

A questão da causa e efeito.

Então, ao contrário do que se imagina, a tendência a uma vida mais longa não necessariamente indica uma melhoria em nossa vida espiritual?
Não, porque, por exemplo, a sabedoria que existe hoje não é sequer metade da que existiu no tempo da Torre de BabeI. Há, nos dias atuais, uma grande sabedoria permeando o mundo, de forma que grandes cabalistas do povo de Israel produzem até grandes milagres através da sabedoria da cabala. A sabedoria da cabala está nas letras hebraicas dos livros.

Na realidade, as letras foram erradamente chamadas de "alfabeto hebraico". Não é bem isso. Aquelas letras são energias inteligentes, elas são a razão da criação do universo. Quando tudo foi formado, foi pela permutação dessas letras hebraicas.

Por exemplo: as pessoas não sabem, mas com relação à história da abertura do mar - e, abrindo um parêntese aqui, na Bíblia não existe o Mar Vermelho - em hebraico está escrito Ayin Sof, que seria "O Mar do Infinito". Para abrir o mar, Moisés usou o que hoje nós chamamos de os "72 nomes divinos", que estão escritos no capitulo 14, versículos 19,20 e 21 do Gênese. Cada versículo, com 72 letras em hebraico. Quer dizer, acima do permitido pela estatística do acaso. Três versículos com 72 letras, o que significa que alguém colocou aquilo ali propositadamente.

Os cabalistas decodificaram e retiraram os segredos. De fato, a visualização dessas letras produz grandes milagres e outras coisas. (continuação)

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 31 de Outubro de 2003 no seu site www.ippb.org.br
(Extraído da Revista Sexto Sentido)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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