A Sabedoria da Cabala: Parte 2
Entrevista ao Rabino Mishael Yehuda Halevi
Por Alex Alprim, da Revista Sexto Sentido.
E em que consistem essas respostas? Como elas surgem? Se elas existem em outros povos, como elas se relacionam? Existe alguma maneira de se buscar esse conhecimento de uma maneira palpável?
Sim. Por exemplo, temos os conhecimentos dos livros sagrados, da Torá, que são os cinco livros de Moisés, nos quais está escrito tudo que existe, existiu e vai existir. E só a cabala ou os cabalistas é que têm as ferramentas para retirar esse conhecimento de dentro de histórias metafóricas, que são códigos que J encerram essas verdades. Ela traz para fora as questões e as respostas codificadas nessas histórias.
Isso teria algo a ver com aquele livro Os Códigos da Bíblia?
Bem, Os Códigos da Bíblia é uma das partes da sabedoria. Na realidade, os judeus, os rabinos cabalistas, sabem da existência dos códigos há mais de 3.000 anos.
E quais são as ferramentas que existem para se estudar a cabala?
Para se estudar cabala é necessário ter o acompanhamento de um mestre cabalista. Com isso, você vai ter contato com a verdadeira cabala, e não com alguma vertente da cabala ou com alguém que estudou cabala e criou sua linha de entendimento. É necessário que se estude cabala com um judeu. Então, você vai ter acesso à pura sabedoria da cabala. Existem quatro ferramentas principais com as quais nós lidamos para retirar os conhecimentos dos livros sagrados, não só da Torá, mas de todo o chamado e conhecido como Antigo Testamento.
Essas ferramentas estão inseridas num acróstico que é traduzido aqui para "Paraíso Pomar", que seria a palavra Pardes, que é escrita com quatro letras: p, r, d, s; o "p" sendo de pechat, que é "entendimento literal"; o "r" de rhemes, que seria "metáforas e ilusões"; o derasch, que seria "pesquisas", que inclusive já gerou o conhecido Talmude; e o "s", que é de sod, e se refere à cabala, que é o nível espiritual, além das letras hebraicas que os textos contêm. (continuação)
Fonte
Postado por: Wagner Borges em 31 de Outubro de 2003 no seu site www.ippb.org.br
(Extraído da Revista Sexto Sentido)
Agradecimento
Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.