A Importância do que Pensamos: Parte 3
Por André Sant’Ana
Cada forma-pensamento gerada possui varias características e propriedades distintas, de acordo com a concentração, a vontade e a moral da pessoa que a criou. Pela vontade, teremos a quantidade de energia mental da forma-pensamento e, pela moral, teremos a qualidade, boa ou ruim, dessa criação.
Das características das formas-pensamento, uma é muito importante e vai nos auxiliar na compreensão do ensinamento que Jesus nos trouxe: a essência. Ela vai determinar o tipo de influência que a forma-pensamento irá exercer sobre as pessoas.
Por exemplo, se pensamos em alguém que esteja doente, com a determinação de ajudá-lo ou com o desejo de que essa pessoa melhore, geraremos uma forma-pensamento que irá até à pessoa e que, ao entrar em contato com ela, influenciará na sua recuperação, podendo até mesmo auxiliar na sua cura.
Desse modo, teremos contribuído para o bem-estar da pessoa, semeando o Bem ao nosso próximo.
Só que o mesmo mecanismo acontece com nossas irradiações negativas. Assim, se nos colocamos a produzir pensamentos que ninguém conhecerá sobre a mulher ou o homem do próximo, estaremos projetando formas-pensamento negativas à pessoa-alvo, que até poderão causar-lhe algum malefício.
Mas independentemente disso, nós já teremos certa quota de responsabilidade e negatividade perante as Leis Divinas, por causa da semeadura infeliz.
Além disso, essas formas-pensamento, se geradas com uma boa dose de concentração, ficam vivas e atuantes em nosso meio, como vimos. Elas têm uma certa durabilidade, de acordo com a potência do pensamento produzido, podendo então influenciar não só a pessoa alvo, mas a qualquer outra pessoa que se permita entrar em contato com a mesma.
Então, nos dias atuais, é fácil entendermos a afirmação de Jesus. Um pensamento de adultério se irradiará na direção da pessoa que se deseja, influenciando-a com essa energia negativa, perturbando-a com a ideia de traição, de sedução, com essa situação negativa podendo perdurar dias e noites.
Perante as Leis Divinas, essa pessoa que projetou o pensamento é responsável por todo mal que for feito por ele.
Grande é a responsabilidade que temos com os nossos pensamentos. Ao analisarmos a profundidade do ensinamento de Jesus, percebemos como é de alta relevância compreendermos o funcionamento dessas energias mentais para conseguirmos, realmente, a nossa tão desejada transformação moral.
Fonte
Postado por Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Espiritismo e Ciência número 20, páginas 44-46.)
Agradecimento
Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.