A Importância do que Pensamos: Parte 2

Por André Sant’Ana


NO ESPIRITISMO, ERNESTO BOZZANO ESCREVEU um livro voltado a vários aspectos da questão, o clássico Pensamento e Vontade (Ed. EEB). E, depois dele, não foram poucos os autores do mundo espiritual que trouxeram mais informações sobre o assunto: André Luiz, Emmanuel, Joanna de Angelis, Manoel Philomeno de Miranda, Charles, apenas para citar alguns que se utilizaram de Chico Xavier, Divaldo Franco e Yvonne Amaral.

E toda essa gama de informações nos permite, hoje, entender com muita clareza e profundidade a afirmação de Jesus. O Mestre quis demonstrar que somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que falamos e pensamos.

E sendo o pensamento a “raiz” do que iremos falar, ou fazer, isso o coloca em altíssimo grau de importância, pois somos o que pensamos. Mas só essa explicação não esclarece o porquê do pensamento ter tanta importância em nossas vidas. Para isso, precisamos aprofundar ainda mais o nosso raciocínio.

Antes, é preciso saber que quem pensa não é a mente, mas o espírito. O mecanismo funciona mais ou menos assim: o espírito pensa, isso se reflete no corpo mental, que produz uma vibração no corpo espiritual, que, por sua vez, reflete essa vibração no corpo físico.

E esse instante de pensar, para o espírito, tem como consequência a produção de duas energias mentais: as ondas mentais e as formas-pensamento.

Corpo mental e corpo espiritual fazem parte do já conhecido perispírito, que é o envoltório do espírito definido por Allan Kardec, e que mais tarde André Luiz dividiu em várias camadas, sendo esses corpos duas delas.

As ondas mentais são energias emitidas pela mente e que podem ser analisadas de acordo com o teor da sua frequência vibratória. São elas que possibilitam estabelecer a sintonia com outras mentes encarnadas ou desencarnadas.

Quanto maior a direção no Bem, maior será a frequência da nossa onda mental. Assim sendo, eleva a frequência vibratória tudo aquilo que reflete a essência de uma virtude: a bondade, o perdão, a tolerância, a compreensão, a caridade, a solidariedade, a benevolência, uma leitura edificante, uma oração...

Já nas formas-pensamento, temos, como Allan Kardec definiu na Gênese, a fotografia do que estamos pensando, mas não pense numa foto como aquelas com as quais estamos acostumados. Quis ele se referir que a mente exterioriza algo fluídico, que reflete exatamente o que nós estamos pensando naquele instante.

Ambas, ondas e formas, são produzidas ininterruptamente, já que é impossível ficar sem pensar. São forças concretas, ainda que invisíveis para os nossos sentidos.

E, particularmente no caso das formas-pensamento, existe ainda a possibilidade de uma vida artificial. Isso é possível porque a nossa mente manipula várias energias para produzir o pensamento, e dentre elas figura a energia vital que, de acordo com a quantidade, possibilitará à forma-pensamento que for criada uma espécie de "bateria". (continuação)

 

Fonte

Postado por Wagner Borges em 25 de Fevereiro de 2005 no seu site www.ippb.org.br.
(Extraído da Revista Espiritismo e Ciência número 20, páginas 44-46.)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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