O Conselheiro Mesquinho - Parte 3 (de 8)
Claro que aquilo não era o que Illisa o Mesquinho queria ouvir.
Ele balbuciou: "Por que deveríamos dar bebidas para outras pessoas? Deixe-as conseguir sozinhas!" Então sua esposa perguntou: "Bom, então o que você acha de conseguirmos apenas para nós e nossos vizinhos?".
"Eu não sabia que você tinha se tornado inesperadamente tão justa!" ele disparou atrás dela. "E se for somente para nossa família?", ela perguntou. "Como você é generosa com o meu dinheiro!", replicou ele. "Tudo bem então", ela disse, "Eu vou fermentar apenas um pouco de bebida para mim e para você, meu marido!" "Por que você se incluiu? As mulheres não deveriam beber álcool!".
"Agora estou entendendo perfeitamente bem!" disse a esposa de Illisa. "Eu farei o suficiente para que você beba sozinho".
Mas Illisa o Mesquinho sempre pensava até mesmo em gastar o mínimo de dinheiro. Ele disse: "Se você preparar a bebida aqui, as pessoas vão notar e virão me pedir um pouco. Mesmo que você compre um pouco de bebida e traga para eu beber, os outros vão descobrir e querer um pouco. Nenhuma bebida alcoólica sairá desta casa!"
Então Illisa decidiu dar uma pequena moeda que tinha a um garoto que era seu empregado, e o enviou a uma loja de bebidas.
Quando ele voltou Illisa o pegou e o levou para o outro lado do rio. Ele pegou a pequena garrafa de bebida e colocou o garoto sentado para vigiar.
Illisa o Mesquinho ocultou-se embaixo dos arbustos, colocou um pouco de bebida no copo e secretamente começou a beber.
Isto só havia acontecido quando o pai de Illisa morreu. Ele havia renascido como Sakka o rei do 33º Céu. Isto aconteceu devido a sua longa vida de generosidade.
Naquele momento particular, Sakka estava curioso para saber se o seu refeitório para comida gratuita ainda fornecia para todos aqueles que a desejassem.
Ele descobriu que já há muito tempo ele não existia, que seu filho havia acabado com a tradição familiar e tinha até mesmo chutado os famintos para a rua.
Ele viu seu filho sovina bebendo sozinho escondido entre os arbustos, com medo de ter que dividir com os outros.
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
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