Análise Científica das Consequências Espirituais do Aborto Provocado: Parte 6

Por Dr. Ricardo Di Bernardi - Associação Médico-Espírita da Bahia


Débitos Cármicos do Aborto

As emanações maternas e paternas de remorso, culpa ou outras, que determinam o estado psicológico depressivo, abrem caminho no chacra coronário dos país para a imantação magnética da obsessão de natureza intelectual.

A terapêutica espiritual, além da médica, reconduzirá todos os envolvidos ao equilíbrio, embora frequentemente venha a ser longa e trabalhosa.

Há também espíritos que, pela recusa sistematicamente determinada em reencarnar, para fugir de determinadas situações, romperam os liames que os unia ao embrião.

Estes terão seus débitos cármicos agravados e muitas vezes encontrarão posteriores dificuldades em reencarnar, sendo atraídos a gestações inviáveis e a pais necessitados de vivenciar a valorização da vida.

No entanto, o grande remédio do tempo sempre proporcionará o amadurecimento e a revisão de posturas que serão gradativamente mais harmoniosas e, sobretudo, mais construtivas. Todos terão oportunidade de amar.


Responsabilidade Profissional

A completa ignorância da lei da gravidade e sua compreensão não isenta aquele que arremessa um peso para o alto de receber o impacto do mesmo sobre sua cabeça. De uma forma ou de outra, as consequências ocorrem pela razão simples da existência de leis naturais.

Sem dúvida, são inúmeros os fatores atenuantes que reduzem a responsabilidade do profissional da área médica praticante do aborto.

A intenção compassiva de quem sentia uma situação de miserabilidade humana, em que a fome e outros fatores sociais parecem sufocar aquela que se encontra gestando, podem ter sido determinantes para uma tomada de posição, ainda que equivocada, relativa à intervenção médica pela curetagem uterina.

Para muitos profissionais, só existe a vida biológica. Sentimento e intelectualidade seriam meros atributos do metabolismo neuronal do cérebro. O desconhecimento da existência do espírito, sua sobrevivência, comunicabilidade e reencarnação é ainda comum no meio médico.

Ao desconhecer as razões transcendentais que fazem alguém renascer neste ou naquele meio, nesta ou naquela condição orgânica, parece lógico evitar que um sofredor ou deficiente seja impedido de existir.

É, na realidade, uma visão parcial e distorcida dos fenômenos da vida. Sucede que o desconhecimento da ciência do espírito leva muitas vezes a uma percepção meramente organicista.

Mensurar o débito perante as leis naturais de um profissional nas condições acima comentadas fica extremamente difícil.

Todos nós, médicos, somos assistidos espiritualmente e instruídos constantemente no exercício profissional. Cabe a cada um abrir ou fechar os canais anímicos para merecer os influxos energéticos salutares.

Caso estejamos incorrendo em frequentes equívocos éticos, sem dúvida, nosso padrão vibratório é que não está permitindo o acesso às orientações espirituais. Portanto, assumimos cota de participação nos males produzidos.

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 31 de Outubro de 2003 no seu site www.ippb.org.br .


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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