Análise Científica das Consequências Espirituais do Aborto Provocado: Parte 2

Por Dr. Ricardo Di Bernardi - Associação Médico-Espírita da Bahia


A Expiação

Expiação, longe de ter uma conotação punitiva, pois esse critério não existe na planificação superior, é um método de eliminação das desarmonias mais profundas para a periferia do novo corpo físico. A expiação sempre tem função regeneradora e construtiva e visa restaurar o equilíbrio energético perdido por posturas desequilibradas do pretérito.

As deficiências que surgirão no corpo físico feminino pelo mecanismo expiatório visa, então, em última análise, suprimir o mal, drená-lo para a periferia física. Segundo os textos evangélicos, teríamos a assertiva: "A cada um de acordo com as próprias obras".

Os desajustes ocorrem inicialmente nas energias psicossomáticas do chacra genésico, implantando-se nos tecidos da própria alma as sementes que germinarão no seu novo corpo físico, em encarnação vindoura, como colheita de semeadura anterior.

André Luiz, na obra Evolução em Dois Mundos, segunda parte, capo XIX utiliza a designação miopraxia do centro genésico atonizado, que determinará graves patologias na gestação ou toxemias gravídicas.

O chacra genésico desarmonizado pelos abortos anteriores passa a enviar estímulos energéticos defeituosos à estrutura ginecológica da mulher. O óvulo fecundado no terço distal da trompa de Falópio deveria descer e encaminhar-se para o ninho uterino onde, nidado, desenvolveria a gestação normal.

No entanto, a arritmia do chacra genésico impede que o comando energético controle a fisiologia dos anexos uterinos de forma harmônica.

A trompa, que deveria impulsionar o ovo em direção ao útero, não consegue atuar corretamente e o óvulo fecundado permanece no nível tubário (trompa), ali se fixando. As células ciliadas que, com seu movimento rítmico de vaivém, varreriam o óvulo fecundado no rumo uterino, ao invés do movimento simétrico, à semelhança de um trigal ao vento, agem descompassadas e irregularmente, não logrando o seu intento.

As células que produzem o muco de lubrificação e as células intercalares não dispõem da força e coordenação necessárias na mucosa da trompa para que a condução endossal-pingeana (intratrompa) do óvulo, ou mesmo sua alimentação, se processe adequadamente, pelo deficiente funcionamento hormonal ovariano.

Ocorre então, pelo exposto, a gravidez tubária ou prenhez ectópica ou, ainda, localização heterotópica do ovo.

A gravidez tubária torna-se inviável e gera o aborto espontâneo. A lei inexorável da ação e reação se expressando é o que se percebe nesse fenômeno.

A colheita obrigatória de hoje motivada pela semeadura livre e irresponsável do passado. Abortos provocados ontem determinando abortos espontâneos hoje.

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 31 de Outubro de 2003 no seu site www.ippb.org.br .


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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