Porisada, o Rei de Benares - Parte 3 (de 16)
Finalmente a refeição terminou, e o guloso rei expressou sua satisfação com um arroto real. "Que excelente comida você preparou, mestre, esta foi a melhor refeição que eu já tive. Que tipo de carne você usou? Deveremos ter o mesmo prato amanhã."
Bem, é claro que o cozinheiro não se atreveu a responder à pergunta do rei e arranjando alguma desculpa disse: "É tão trabalhoso encontrar os ingredientes que devo começar logo!" Assim dizendo, estalou os dedos para que os serventes se apressassem e limpassem a mesa pois ele tinha muitas coisas a preparar para a refeição de amanhã.
No dia seguinte, o cozinheiro foi novamente ao cemitério e desta vez trouxe o bastante para dois dias, e preparou a comida da mesma forma como no dia anterior.
O rei mais uma vez ficou encantado com a comida, mas fortunadamente estava muito ocupado para perguntas ao cozinheiro e este, por sua vez não estava ficando ao redor para ser questionado. Reis estão sempre ocupados. Eles têm tantas coisas a fazer dirigindo o exército e o palácio que mal têm tempo para comer ou relaxar como as pessoas comuns.
De modo que a vida no palácio ia indo como de costume, exceto que o cozinheiro tinha de ir todos os dias ao cemitério em segredo para encontrar um cadáver para a refeição do rei.
Um dia, entretanto, desafortunadamente para o cozinheiro, não havia mais cadáveres, de maneira que ele teve de usar carne comum.
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
Reedições
Novas revisões, adaptações e edições por Euro Oscar, autor deste site.