Porisada, o Rei de Benares - Parte 2 (de 16)

Por fim, o cozinheiro pensou numa solução. Havia um lugar onde ele poderia encontrar alguma carne - no cemitério da cidade! Barbaridade!

Bem, naqueles dias na Índia, quando as pessoas morriam, seus corpos não eram cremados, justamente porque havia muita gente em Benares e não tinha lenha bastante para cremar todos os corpos. De modo que eles envolviam os corpos em tecidos brancos e os deixavam no cemitério à beira do matagal. Animais selvagens viriam à noite e comeriam os restos.

O cozinheiro foi imediatamente para aquele lugar e, encontrando alguns corpos, fresquinhos, ele cortou uma perna. Escondendo-a cuidadosamente, ele retornou às cozinhas do palácio. Ele era tão habilidoso na sua arte de cozinhar que pensou: "O rei jamais saberá. Darei a isto o sabor igual ao de cervo assado." O cozinheiro preparou a carne, cuidadosamente dissimulando sua aparência e temperando-a com os mais fortes temperos.

Afortunadamente, naquele dia o rei estava fora passeando a cavalo e voltou bem tarde, dando ao cozinheiro mais tempo para trabalhar. Quando chegou, o rei estava faminto e ordenou de imediato que sua refeição fosse servida. A comida estava pronta, fumegando de quente, com molhos e tudo o mais, esperando para ser servida.

O cozinheiro serviu a refeição de uma vez e ficou espreitando o rei com muito cuidado, certificando-se de que ele estava sendo servido plenamente de carne e molho - como ele sabia que o rei gostava. Não estava de todo certo se o rei poderia notar algo errado, e ficou aterrorizado só em pensar na reação que o rei poderia ter se soubesse o que estava comendo.


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Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


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