Tarô - O Oráculo dos Bons Conselhos: Parte 2

Por Ana Elizabeth Cavalcanti da Costa


Muitas vezes, quando mudamos o nosso procedimento, o modo de considerar ou de sentir as coisas e os acontecimentos se modificam naturalmente.

A carta no tarô é chamada de Arcano, do latim Arkanum, significando segredo, e a própria palavra nos mostra o potencial de suas mensagens.

Ao utilizarmos o tarô, nossos segredos inconscientes são revelados e desvendados, mostrando-nos como agir, como pensar e como sentir em determinadas circunstâncias.

Os Arcanos nos dão a impressão de que foram criados no local mais profundo do ser humano, o seu inconsciente, o seu íntimo. Suas figuras e símbolos estão presentes em nossa vida de diversas formas: surgem em nossos sonhos, estimulam-nos à criação e acabam com a nossa lógica. Cada pessoa tem de descobrir o próprio caminho para “absorver” o que os Arcanos dizem, pois são sementes dos nossos “eus não descobertos”.

O Tarô é formado por 78 cartas chamadas Arcanos: 22 maiores e 56 menores. Os 22 Arcanos maiores são expressões das forças e energias que operam no macrocosmo, envolvendo o universo, a sociedade e o ser humano. Os 56 Arcanos menores representam as forças que agem no microcosmo, apenas no ser humano, no nosso dia-a-dia.

São divididos em quatro naipes que simbolizam os quatro elementos: paus (fogo), copas (água), espadas (ar) e ouros (terra). São enumeradas de ás a dez, com mais quatro figuras em cada naipe (rei, rainha, cavaleiro, valete). Cada naipe representa um elemento.

Por ser uma combinação de símbolos, para estuda-lo é preciso familiarizar-se com a astrologia, cabala, magia e alquimia. Na verdade, quem lê tarô, não é sábio ou adivinho; apenas une os símbolos das cartas e os decifra à luz de seu significado, mais ou menos da mesma forma que juntamos letras para formamos palavras e frases com sentido próprio.

A sua linguagem é profundamente simbólica e, quando é compreendida num plano mais elevado, pode oferecer a chave para os mistérios da existência humana e do universo. O simbolismo contido no tarô faz parte das características da mente humana e acompanha o homem desde os primórdios da humanidade. Chega-se a dizer que podemos passar uma vida inteira estudando um Arcano, tal a sua profundidade filosófica e espiritual.

Na Antiguidade, a ciência era transmitida a uma minoria de homens (iniciados), que eram testados numa série de provas. A transmissão do conhecimento era realizada nos templos, e o sábio era chamado sacerdote. A ciência era velada e oculta ao povo, considerado leigo.

Quando os iniciados perceberam que os conhecimentos poderiam ser perdidos para a humanidade, criaram sociedades secretas, cultos, e passaram a ensinar os grandes mistérios ao povo, de forma inconsciente. Ao expor seus conhecimentos, o iniciado não podia mentir, mas não podia permitir aos não-iniciados que soubessem manejar forças ocultas.

O meio utilizado para ocultar as verdades maiores aos leigos foi a simbologia, costume comum em sociedades secretas. Daí o surgimento do tarô, da linguagem astrológica, numerológica, etc. (continuação)

 

Fonte

Postado por: Wagner Borges em 4 de Março de 2005 no seu site www.ippb.org.br
(Extraído da revista Sexto Sentido, Ano 5 – Número 53.)


Agradecimento

Wagner Borges concedeu-me muito gentilmente, via e-mail, em 11 de setembro de 2007, permissão específica para aqui aproveitar os interessantes e úteis materiais do seu amplo site do IPPB. Muitíssimo obrigado ao Wagner pela sua generosa e inestimável colaboração. Mais detalhes aqui.

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