Poesias de Rudyard Kipling


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Rudyard Kipling

Joseph Rudyard Kipling (Bombaim - atual Mumbay -, 30 de dezembro de 1865 — Londres, 18 de janeiro de 1936) foi um autor e poeta britânico. É considerado o maior "inovador na arte do conto curto"; os seus livros para crianças são clássicos da literatura infantil; mostrou um talento narrativo versátil e brilhante e foi um dos escritores mais populares da Inglaterra, em prosa e poema, no final do século XIX e início do XX.
(Resumido e adaptado da Wikipédia)

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Se;
Viver é Arriscar-se.


Se
(Tradução de Guilherme de Almeida)

Se és capaz de manter a tua calma quando
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti, quando estão todos duvidando
E para estes no entanto, achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar, sem te desesperares
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais nem pretensioso

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a derrota e o triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma a estes dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E, as coisas porque desta vida, estraçalhadas,
E refazê-las com bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perdes, e ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar, seja o que for, que neles ainda existe
E a persistir assim quando exausto, contudo,
Resta a vontade em ti, que ainda ordena: persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
E, entre reis, não perder a naturalidade;
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos podes, ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo
Ao minuto fatal todo valor e brilho;
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E - o que é muito mais - és um homem, meu filho!


Viver é Arriscar-se

Rir é arriscar-se a parecer doido...

Chorar é arriscar-se a parecer sentimental...

Estender a mão é arriscar-se a se comprometer...

Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se a se expor...

Dar a conhecer as suas ideias, os seus sonhos, é arriscar-se a ser rejeitado...

Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor...

Viver é arriscar-se a morrer...

Esperar é arriscar-se a se desesperar...

Tentar é arriscar-se a falhar...

Mas devemos nos arriscar!

O maior perigo na vida está em não arriscar.

Aquele que não arrisca nada...

Não faz nada...

Não tem nada...

Não é nada...

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