Uma Cidade Cheia de Tesouros - Parte 2 (de 2)

Em suas conversas, nem se cogitava a ideia de desistirem da jornada e de retornarem aos seus lares.

Na manhã seguinte, logo que despertaram, ficaram estarrecidos ao ouvir o guia dizer-lhes que tinham de deixar aquele lugar maravilhoso e seguir viagem.

Mas este é com certeza o paraíso que procuramos por tanto tempo! – exclama um deles.

Não – responde o guia – os senhores ainda estão na metade da jornada. Este é somente um ponto de descanso, uma lugar para refrescarem-se. Acreditem!

O destino final é muito mais belo que esta cidade e não está tão longe. Agora que tivemos tempo para descansar e relaxar, vamos continuar nossa viagem.

Dito isso, a cidade desapareceu na areia.


Explanação

No capítulo Kejoyu, os viajantes representam toda a humanidade, o guia é o Buda e a cidade fantasma, indica os três veículos ou os meios pelos quais o Buda conduz as pessoas à terra do tesouro ou ao veículo único do Estado de Buda.

Muitas pessoas começam a prática do budismo almejando seus benefícios imediatos, o desejo de uma vida melhor, completar seus estudos, conseguir sanar problemas de saúde, financeiro ou sentimental, quando nós obtemos exito em nossos esforços e orações é como estivéssemos nesta cidade fantasma.

Mas logo o Buda nos alerta de que devemos continuar nossa luta, levantar e ir em frente, em busca de um objetivo maior, que é o Estado de Buda.

(Da revista Terceira Civilização, de julho de 1999.)


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Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


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