Um Bom Amigo - Parte 2 (de 4)
O discipulo respondeu: "Venerável senhor, enquanto vinha para cá, eu estava tão absorvido nos pensamentos do Buda que quando cheguei ao rio, fui capaz de caminhar sobre ele como se esse fosse sólido."
O Iluminado disse: "Meu amigo, você não é o único que foi protegido nesse caminho. Nos velhos tempos, fervorosos adeptos que tiveram seus barcos afundados no meio do oceano foram salvos por relembrarem as virtudes do Buda".
Há muito tempo, no tempo do Buda Kassapa, um discípulo dele, pegou uma passagem num barco junto com seu amigo, um rico barbeiro.
A esposa do barbeiro pediu ao discípulo que cuidasse do seu marido nesta viagem. Uma semana depois que o barco deixou o porto, ele afundou no meio do oceano.
Os dois amigos foram salvos ao se agarrarem num pedaço de madeira, a última coisa que sobrou do barco afundado e que os ajudou a chegar numa ilha deserta.
Estavam famintos, mas por sorte o barbeiro achou algumas árvores frutíferas carregadas e levou várias delas. Ofereceu cerca de metade das frutas, que estavam maduras, para o seguidor do Buda.
Ele respondeu ao oferecimento do alimento com as seguintes palavras: "Não, muito obrigado, eu estou bem". Então ele pensou consigo mesmo: "Neste lugar tão isolado, não existe socorro para nós, com exceção da Gema Tripla".
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
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