Quatro num Tronco Flutuante - Parte 4 (de 6)
Chegou a vez do papagaio dizer adeus ao homem iluminado. Ele arqueou sua cabeça respeitosamente e disse, "Venerável ser, você fez algo maravilhoso por mim! Sou muito agradecido a você, mas não possuo nenhum ouro ou prata, no entanto, não sou um pobre papagaio. Portanto, se você estiver precisando do mais fino arroz, basta vir até à margem do rio e me chamar: Papagaio! Papagaio!. Então reunirei todos os meus parentes de todas as florestas do Himalaia e vamos trazer-lhe muita quantidade do mais perfumado e precioso arroz vermelho. Pois a vida não tem preço!"
Finalmente chegou a vez do Príncipe Malvado vir até o homem iluminado. Como sua mente estava cheia com o veneno da vingança, ele pensava apenas em matá-lo se o visse de novo. No entanto, o que ele disse foi o seguinte: "Venerável ser, quando eu for rei, por favor venha até mim e eu o providenciarei as Quatro Necessidades." Ele retornou a Benares e logo se tornou rei.
O tempo se passou e o homem iluminado decidiu ver se a gratidão destes quatro era real. Primeiro ele foi até as margens do rio e chamou: Cobra! Cobra! Ao som da primeira palavra, a cobra saiu de seu buraco sob o solo. Fez uma reverência respeitosa e disse: "Ser iluminado, aqui mesmo tenho enterrado as 40 milhões de moedas de ouro. Desenterre-as e as leve com você!" "Muito bem." disse o homem iluminado, "quando eu precisar eu virei novamente".
Deixando a cobra, ele continuou caminhando as margens do rio e chamou: "Rato! Rato!" O rato logo apareceu e tudo aconteceu como tinha sido com a cobra.
A seguir, foi a vez do papagaio, "Papagaio! Papagaio!" O papagaio desceu voando do alto da árvore, fez uma reverência e disse: "Ser iluminado, você quer o arroz vermelho? Eu vou reunir meus parentes e iremos trazer o melhor arroz dos Himalaias. "O homem iluminado respondeu, "muito bem, quando eu precisar, volto para buscar".
Finalmente chegou a vez de ir ver o rei. Ele caminhou até os agradáveis jardins reais e resolveu passar a noite ali. Quando amanheceu, de maneira muito humilde e digna, ele foi coletar doações de alimentos na cidade de Benares.
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
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