Quatro num Tronco Flutuante - Parte 2 (de 6)

Num outro local próximo dali, também às margens do rio, outro miserável rico havia enterrado um tesouro de 30 milhões de moedas de ouro. Do mesmo modo que o primeiro, por sua busca incessante de riquezas durante sua vida, ele havia renascido como um rato d’água. Ele também continuava ali a guardar seu tesouro.

Foi então que, durante a tempestade, a cobra e o rato foram tragados pela inundação para fora de seus buracos e levados pelo rio tempestuoso. Com medo de se afogarem, os dois por acaso agarraram-se ao mesmo pedaço de galho seco onde estava também o príncipe lamuriante que fora castigado. A cobra se agarrou numa ponta do galho e o rato d’água na outra.

Existia também uma grande árvore de algodão crescendo nas redondezas. Lá estava um jovem papagaio pigarreando em cima dela. Quando o tempestuoso rio começou a subir com a enchente, as raízes da árvore foram lavadas e ela se desprendeu da terra caindo na água. Quando o papagaio tentou voar, o vento e a chuva empurraram ele para o mesmo galho morto onde se encontravam a cobra, o rato d’água e o Príncipe Malvado.

Agora havia quatro no galho, flutuando em direção a curva do rio. Um pouco adiante, havia um homem iluminado vivendo humildemente numa pequena cabana. Acontece que ele era o bodhisattva – o Ser Iluminado. Ele tinha nascido numa família rica de classe alta em Kasi. Quando ele cresceu, ele abriu mão de toda sua fortuna e poder para morar sozinho perto do rio.

Estava no meio da noite quando o homem iluminado ouviu a voz de pânico vinda do Príncipe Malvado. Ele pensou, isto parece com o som de um ser humano bastante amedrontado. Minha natureza amável não vai deixar eu ignorar este chamado. Eu preciso salvá-lo.

Ele correu até a margem do rio e gritou: "Não tenha medo! Eu vou salvar você!" Então ele pulou na forte correnteza, agarrou o galho e usou toda sua força para puxá-lo até a margem do rio.

Ele ajudou o príncipe a chegar seguro até à margem do rio. Tendo reparado na cobra, no rato d’água e no papagaio, ele os pegou e levou-os até o sua pequena e aconchegante cabana. Ele começou a colocar lenha no seu fogão.


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Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


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