Porisada, o Rei de Benares - Parte 10 (de 16)
Naquela noite, a divindade árvore apareceu ante ele mais uma vez e lhe disse: "Você tem feito um bom trabalho, mas o último rei deve ser o Rei Srutasoma, que é muito virtuoso e famoso."
Porisada descansou bem aquela noite, feliz de que poderia brevemente estar apto a completar sua tarefa e cumprir sua promessa.
À primeira luz da manhã do dia seguinte, ele se mandou para o palácio do Rei Srutasoma. Chegando lá cedo pela manhã, Porisada escondeu-se sob uma folha de lótus na banheira do rei e aguardou a sua chegada para o banho matinal.
Era um dia de Uposatha, de maneira que o rei veio se banhar em preparação da observação dos oito preceitos e ouvir o Dharma ensinado pelo seu sábio e instruído sacerdote chefe.
Enquanto o rei se banhava, seus atendentes discretamente esperavam a alguma distância dali. Porisada saltou de seu esconderijo e agarrarou o rei, jogou-o sobre seus ombros, correndo para dentro da selva mais próxima.
Os homens do rei o perseguiram, mas eram por demais lentos, e Porisada já havia desaparecido dentro do intenso matagal.
Eu não sei se você algum dia esteve numa selva verdadeira, mas todas elas se parecem. É muito fácil de se perder completamente, a não ser que, como Porisada, você viva sempre nela e acostume-se com os sinais pelos quais possa encontrar seu caminho.
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
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