O Rei Ajase - Parte 2 (de 3)

Quando estava para entrar no Nirvana, o senhor Buda lamentou: "Agora é a época do meu Nirvana e não obstante a única coisa que preocupa o meu coração é o Rei Ajase".

O Bodhisattva Kasho-doji inquiriu então o Buda dizendo: "A compaixão do Buda é imparcial. O senhor deve lamentar-se morrendo de consideração por toda a humanidade. Porque distingue deste modo o Rei Ajase?".

O Buda respondeu: "Suponha que um casal tenha sete filhos, um dos quais fica doente. Embora no coração os pais não sejam parciais de nenhum modo, ainda assim se preocupam pelo filho doente. (*2)

Finalmente, em 15 de fevereiro, apareceram furúnculos infeccionados por todo o corpo do Rei Ajase e estava predito que ele cairia no inferno dos incessantes sofrimentos em sete de março.

Entristecido por isso, o Buda hesitou em entrar no Nirvana, lamentando-se: "Se pudesse salvar pelo menos o Rei Ajase, todas as outras pessoas pecadoras poderiam ser salvas como ele." (*3)

Naquela época o Rei Ajase foi advertido de suas más ações num sonho, assim como pelo conselho de seu médico e ministro, Guiba. No seu coração, ele percebeu a estranheza de tudo o que estava ocorrendo e, afastando-se de Daibadatta, finalmente foi ao encontro do Buda para lhe expressar o arrependimento por seu atos pecaminosos.

Através disso, não somente sua doença foi imediatamente curada como também as invasões de outros chegaram a um fim, trazendo mais uma vez a paz à terra; foi capaz de frustrar a profecia de que morreria no dia sete de março, prolongando sua vida por mais quarenta anos.


Referências do texto

Veja no final da parte 3.


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Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


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