O Progresso Espiritual
Conta-se que, através das práticas da ioga, Devadata (primo de Shakyamuni), conseguira desenvolver grandemente os seus poderes psíquicos.
Certa vez, um marajá ofereceu uma rica taça de ouro incrustada de pedras preciosas ao homem que pudesse alcançá-la sem subir ao topo do bambu, onde estava pendurada. Vieram muitos iogues, magos e faquires para tentar a prova.
Em vão invocaram os seus poderes ocultos. Sabendo do que se passava, Devadata resolveu competir. Sentou-se no chão perto do marajá, e concentrou toda a sua força mental.
E o povo assombrado viu Devadata, aos poucos, ir-se elevando no ar. E, assim, levitando, conseguiu obter a taça sem subir no bambu.
Contente com a façanha, Devadata foi procurar Shakyamuni e narrou-lhe o ocorrido. O Iluminado sorriu e lhe respondeu serenamente:
"De que valem esses poderes, meu filho? Nada significam para o teu progresso espiritual. São apenas demonstrações vãs."
Indignado, Devadata irritou-se com a resposta do Buda e abandonou-o. Foi para a cidade e começou a pregar contra ele. Mas Buda continuou sereno e deixou Devadata entregue ao seu próprio destino.
Certa tarde, quando Devadata caminhava pela floresta com um de seus discípulos, de repente caiu em areias movediças. Apesar de toda a sua clarividência, não viu o perigo e, desesperado, começou a afundar.
O discípulo correu para salvá-lo, mas nada conseguiu. E Devadata morreu, colhido pelas areias movediças.
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
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