O Prato de Ouro - Parte 2 (de 2)

Evidentemente a mulher ficou chocada com essa descoberta, mas agora ela teve certeza de que ele era um bom e honesto sujeito. Assim, ela disse que ficaria feliz em aceitar qualquer coisa que ele oferecesse em troca.

O vendedor lhe respondeu: "Eu lhe darei todas as minhas panelas e potes e adornos, mais ainda, todo meu dinheiro, se você me permitir ficar apenas com oito moedas, com minha balança e sua capa, para colocar o prato de ouro nela."
Eles fecharam o negócio.

Ele seguiu adiante em direção ao rio, onde pagou ao barqueiro as oito moedas para atravessá-lo à outra margem.

Enquanto isso o ganancioso vendedor havia retornado, imaginando e já fazendo as contas do seu enorme lucro. Quando novamente encontrou a menina e sua avó, ele lhes disse que havia mudado de ideia e que estava disposto a oferecer algumas poucas moedas pelo velho prato enegrecido de fuligem, mas não em troca de um dos seus braceletes.

A velha senhora calmamente lhe contou do negócio que acabara de fazer com o vendedor honesto, e ainda lhe disse, "O senhor mentiu para nós."

O ganancioso vendedor não ficou com vergonha de sua mentira, mas ficou triste ao pensar: "Perdi um prato de ouro que deve valer uns cem mil."

Então, perguntou à mulher: "Que caminho ele seguiu?" Ela lhe disse a direção e ele deixou todas as suas coisas alí mesmo à porta dela e correu para o rio, pensando, "Ele me roubou! Ele me roubou! Ele não me fará de tolo!

Da margem do rio ele avistou o vendedor honesto ainda atravessando o rio no barco e gritou para o barqueiro, "Volte!" Mas o bom negociante disse ao barqueiro para continuar em direção à outra margem, e foi isto o que ele fez.

Vendo que nada poderia fazer, o ganancioso vendedor explodiu de raiva, pulando para cima e para baixo.

Encheu-se de tamanho ódio pelo honesto homem que ganhara o prato de ouro, que acabou passando muito mal, de modo progressivo, até cair fulminado. Não houve como o salvar, e ele faleceu alí mesmo.


Moral da História

A honestidade é a melhor política. A ganância e, principalmente, a má-fé e as mentiras, devem ser evitadas.


Anterior (parte 1)

Índice

 

Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


Reedições

Novas revisões, adaptações e edições por Euro Oscar, autor deste site.

Pesquisar no site:


Home