O Prato de Ouro - Parte 1 (de 2)

Era uma vez um lugar chamado Seri, onde havia dois vendedores de panelas e potes e adornos feitos a mão. Eles concordaram em dividir a área da cidade entre si e combinaram que, após um sair em campo para suas vendas em sua respectiva área, o outro poderia tentar também vender naquela parte da cidade já visitada anteriormente pelo primeiro.

Um dia, enquanto um deles vinha descendo por uma rua, uma pobre menina o viu e pediu a sua avó que lhe comprasse um bracelete. A velha senhora respondeu, "Como podemos comprar um bracelete se somos pessoas pobres?"

Ao que a menina retrucou, "Uma vez que não temos nenhum dinheiro, nós podemos dar nosso velho prato enegrecido pela fuligem." A velha senhora concordou em fazer uma tentativa e então convidou o negociante a entrar.

Ele percebeu que estas eram pessoas muito pobres e inocentes, e não quis perder seu tempo com elas. Embora a velha senhora tenha suplicado, ele disse que não tinha nenhum bracelete que ela pudesse comprar. Então ela perguntou, "Nós temos um velho prato que não nos é útil. Não poderia negociá-lo por um bracelete?"

O homem pegou o prato e, enquanto o examinava aconteceu de arranhá-lo na Parte de baixo. Para sua surpresa ele viu que por baixo da negra fuligem era um prato de ouro! Mas não quis deixar transparecer que notou o fato.

Ao invés disso ele decidiu iludir essas pobres pessoas a fim de que pudesse obtê-lo em seguida, por nada. Então ele disse, "Isto não tem valor, não vale sequer um bracelete, e eu não quero isto!" Ele saiu, pensando que poderia retornar depois e elas aceitariam muito menos até pelo prato.

Nesse meio tempo, o outro vendedor tendo acabado o trabalho na sua área, dirigiu-se à do primeiro, conforme eles haviam concordado. Acabou passando pela mesma casa. Novamente a menina implorou a sua avó que negociasse o velho prato por um bracelete.

A mulher viu que este comerciante parecia ser amável e sensível e pensou, "Ele é um bom homem, não é como aquele grosseiro vendedor de antes." Então ela o convidou a entrar e ofereceu o mesmo velho prato enegrecido pela fuligem em troca de um bracelete.

Ao examiná-lo, ele também viu que o prato era de puro ouro por baixo da fuligem, e disse para a velha senhora: "Todas as minhas mercadorias e todo o meu dinheiro juntos não valem tanto quanto este rico prato de ouro!"


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Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


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