O Homem Rico e seu Filho Pobre - Parte 2 (de 2)

Explanação

No terceiro capítulo do Sutra de Lótus (Hiyu), por meio da parábola das "Três Carroças e da Casa Incendiando-se", o Buda Shakyamuni explica aos Quatro Grandes Homens de Erudição que os três veículos (estados ou caminhos) da Erudição, Percepção (ou Absorção) e Bodhisattva, podem ser desvendados para revelar o veículo do Buda.

No quarto capítulo (Shinge), os Quatro Grandes Homens de Erudição relatam que esta parábola do "Homem Rico e seu Filho Pobre" indica que eles entenderam os ensinos de Shakyamuni.

Shakyamuni nos explica que o Homem Rico desta parábola pode ser comparado ao Buda, enquanto que seu Filho Pobre, aos mortais comuns que vagueiam pelos seis mundos (ou estados, ou caminhos de vida) inferiores, controlados pelos seus desejos básicos.

O Buda conduz as pessoas, por vários expedientes, a uma condição de vida superior, possibilitando-lhes assim que alcancem uma suprema condição de vida iluminada, a qual eles jamais esperaram que seira possível alcançar.

Já Nitiren Daishonin nos diz que o filho dessa parábola são todos nós, os mortais comuns desta era atual, cheia de violência, desrespeito ao homem, inversão e falta de valores humanos, desamor, egoísmo, individualismo exacerbado, desemprego, desarmonia, incertezas e sofrimentos.

Porém, Nitiren Daishonin nos alerta para o fato de que os tesouros e riquezas, citados na parábola, indicam o Estado de Buda inerente em todas as pessoas.

O fato do filho pobre, casualmente, ter ido até a casa de seu pai, pode ser comparado ao fato de termos sido apresentados ao Gohonzon, sem termos tido qualquer esforço para o descobrir.

Assim como o filho sentiu-se satisfeito ao encontrar trabalho doméstico, nós também frequentemente iniciamos nossa prática orando por coisas mundanas e transitórias, como dinheiro, amizades, empregos e assim por diante.

Eventualmente, o Filho acordou para o fato de possuir o inestimável tesouro do Estado de Buda dentro de sua vida.

O Buda possui as três virtudes de soberano, mestre e pais, e, através de sua benevolência e sabedoria, utiliza-se do expediente de benefícios conspícuos para conduzir as pessoas desta nossa época ao Nam-myoho-rengue-kyo.

Pela prática do Budismo de Nitiren Daishonin, podemos obter um grande benefício nesta existência: uma inesperada e suprema condição de vida iluminada, manifestando, em nós mesmos, o Buda inerente no âmago de nossas próprias vidas.


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Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


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