A Natureza de Buda em cada Ser Humano - Parte 3 (de 3)

Segundo uma fábula corrente na Índia, havia profundamente escondida em grandes moitas de capim, no Himalaia, uma misteriosa erva medicinal. Durante muito tempo, os homens a procuraram em vão, mas, finalmente, um homem sábio a localizou por sua fragrância.

Enquanto viveu, o sábio a armazenou em uma barrica, dela fazendo um doce elixir; mas, após a sua morte, o doce elixir desapareceu, ocultando-se em uma longínqua fonte nas montanhas, e a água que restou na barrica tornou-se amarga, nociva e de diferente gosto para quem a provasse.

Do mesmo modo, a Natureza de Buda se encontra oculta ao pé das paixões e desejos mundanos e raramente pode ser descoberta, mas Buda a encontrou e a revelou aos homens; como eles a recebem com suas variadas faculdades, ela muda de sabor diferentemente conforme cada um.

O diamante, a mais dura das substâncias conhecidas, não pode ser triturado. A areia e as pedras podem ser pulverizadas, mas o diamante não pode ser rompido.

A Natureza de Buda é como o diamante, não sendo portanto rompida.

O corpo e a mente poderão desaparecer, mas a Natureza de Buda não pode ser destruída.

A Natureza de Buda é, na verdade, a característica mais notável dos seres humanos. Os Budas ensinam que, embora na natureza humana possa haver infindáveis distinções, entre as quais, homens e mulheres, não há discriminação nenhuma quanto à sua Natureza Búdica.

O ouro puro é obtido pela fusão do minério e pela remoção da ganga impura. Se os homens fundissem o minério de suas mentes e removessem todas as impurezas da paixão mundana e do egoísmo, poderiam descobrir em si mesmos a pura Natureza de Buda.


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Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.


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