Kasho, o Discípulo de Buda - Parte 1 (de 2)
Kasho era um verdadeiro prodígio. Muito inteligente, o menino orientava tão bem os outros, que até os adultos o admiravam.
Deixando a vida secular, tornou-se discípulo de Shakyamuni. Exercitou tanto o corpo como o espírito, a ponto de observar rigidamente "prática de Zuda", que consistia em abster-se de qualquer desejo pela vestimenta, alimentos e habitação. Finalmente ele se tornou um dos dez principais discípulos de Buda Shakyamuni, consagrando-se como "Kasho, o melhor em Zuda".
No capítulo VI, Juki-bon, da Sutra de Lótus, foi-lhe garantida a Iluminação na existência futura sob o título de Buda Komyo. Após o falecimento de Shakyamuni, foi o primeiro dos "Fuhozo", os vinte e quatro bonzos que propagaram o Budismo nos primeiros mil anos a partir da morte de Shakyamuni, e dedicou-se por vinte anos na difusão do Ensino Hinayana.
Hoje em dia, na era de Mappo, não mais é necessário observar "prática de Zuda". Basta que nos devotemos na prática de "Jigyo-Keta" com a fé no Gohonzon para desfrutarmos os benefícios ainda maiores que aqueles conseguidos na época de Shakyamuni com a observância rigorosa de todos os exercícios preceituados.
Havia na Índia um brâmane famoso, mais rico do que o próprio rei. Como filho desse brâmane, nasceu Kasho. Quando ele cresceu, o pai e a mãe disseram-lhe que se casasse quanto antes com uma bela moça. Entretanto – "Eu quero servir ao Buda e estudar o Budismo", assim dizia Kasho, negando-se a casar.
Mas os pais continuaram insistindo para que ele se casasse. Não tendo mais meios, Kasho mandou esculpir a imagem de uma mulher com uma beleza tal que não fosse possível encontrá-la neste mundo. E disse aos pais: "Se é que tenho de me casar, peço que me procure uma moça ainda mais linda que esta."
E então... Os pais ficaram totalmente desapontados. Mas apesar de tudo, conseguiram finalmente encontrar uma moça, esplendorosa de tanta beleza, e trouxeram-na a Kasho como sua noiva. Milagroso foi que a noiva desejava que Kasho fosse servir ao Buda.
Casaram-se... E se foram doze anos. Tanto o pai como a mãe já não mais viviam.
Kasho e sua esposa haviam decidido realizar o desejo de há muitos anos, ao se unirem: "Vamos servir eternamente ao Buda."
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
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