A Águia e o Pombo - Parte 3 (de 3)
O rei, entretanto, recusou categoricamente. Já estava habituado a tais críticas, e disse ao adversário:
- Este sofrimento é pequeno quando comparado com os do inferno, mas nem mesmo o sofrimento do inferno pode fazer-me parar agora! Jurei ser benevolente e compassivo com todos os seres vivos. Farei tudo para salvar este pombo, mesmo que isso me custe a vida.
De repente a terra tremeu com violência e flores caíram do céu, e outras nasceram de árvores secas, e várias divindades vieram de longe. Elas elogiaram então o rei:
Ele daria sua própria vida.
Até mesmo para salvar um pequenino pombo.
Ele pouparia sua preciosa vida.
É verdadeiramente a compaixão de um Bodhisattva.
Seu coração merece certamente o elogio do Buda.
Bishamon, o pombo, tomou então a sua forma original e disse à águia:
- Taishaku, a grande benevolência do rei, é sem dúvida verdadeira! Ferimos o corpo de um precioso Bodhisattva. Depressa, use seus poderes para salvá-lo!
Taishaku perguntou:
- Grande rei, não se arrepende de ter sofrido tanto pelo seu juramento?
E o rei respondeu:
- Envolvido pela benevolência do Buda não posso sentir senão alegria profunda. Por que deveria arrepender-me?
Taishaku ouvindo tais palavras, pensou em seu coração: "As pessoas estavam certas. Que maravilhoso rei!".
E então aplicou um remédio divino ao rei, recuperando seu corpo ferido.
Fonte
www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar estas edificantes parábolas.
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