• Seleção de poesias

    Poesias de William Blake - Página 2


    William Blake

    William Blake (Londres, 28 de novembro de 1757 — Londres, 12 de agosto de 1827) foi um poeta, tipógrafo e pintor inglês. Ele viveu num período significativo da história, marcado pelo iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglaterra. Blake nunca alcançou fama significativa, vivendo muito próximo à pobreza.

    (Resumido e adaptado da Wikipédia)


    Índice

    A Imagem Divina;
    De "Das Canções da Experiência":
    O Preço da Experiência.


    A Imagem Divina

    Ao Perdão, Piedade, Paz e Amor,
    Todos clamam na aflição:
    E para essas virtudes prazerosas
    Afirmam sua gratidão.

    Pois Perdão, Piedade, Paz e Amor,
    É Deus nosso Pai querido:
    E Perdão, Piedade, Paz e Amor,
    É o homem, seu filho, a quem cuida.

    Que o Perdão tem um coração humano,
    A Piedade, uma face humana,
    E o Amor uma forma divina,
    E a Paz, os trajes humanos.

    Então todo homem em todo lugar,
    Que ora em sua tristeza,
    Está orando à forma humana divina.
    Perdão, Piedade, Paz e Amor.

    E todos devem amar a forma humana,
    Seja em pagãos, turcos ou judeus.
    Pois onde Perdão, Piedade, Paz e Amor habitam,
    Deus reside ali, também.


    De "Das Canções da Experiência":


    O Preço da Experiência

    Qual é o preço da experiência? Os homens a adquirem com uma canção?

    Ganham sabedoria dançando nas ruas? Não, ela é comprada pelo preço

    De tudo que um homem tem, sua moradia, sua esposa, seus filhos.

    A sabedoria é vendida num mercado sombrio onde ninguém vem comprar,

    E no campo infecundo que o fazendeiro lavra em vão por seu pão.

    É fácil vencer sob o sol do verão

    E na colheita cantar na carroça abarrotada de grãos.

    É fácil dizer da cautela aos aflitos,

    Falar das leis da prudência ao andarilho sem abrigo,

    Ouvir o grito faminto do corvo na estação invernal,

    Quando o sangue vermelho mistura-se ao vinho e ao tutano do cordeiro.

    É tão fácil sorrir perante a ira da natureza,

    Ouvir o uivo do cão ante a porta no inverno, e o boi mugindo no matadouro;

    Ver um deus em cada brisa e uma bênção em cada tempestade.

    Ouvir o som do amor no raio que arruína a casa do inimigo;

    Regozijar-se diante da praga que toma o seu campo, e da doença que ceifa seus filhos,

    Enquanto nossas oliveiras e nosso vinho cantam e riem na frente da porta,

    e nossos filhos nos trazem frutas e flores.

    Então o lamento e a dor estão quase esquecidos, assim como o escravo que roda o moinho,

    E o escravo acorrentado, o pobre prisioneiro, e o soldado no campo de batalha,

    Quando os ossos quebrados deixam-no gemendo à espera da morte feliz.

    É fácil regozijar-se sob a tenda da prosperidade:
    Eu poderia cantar e me regozijar dessa maneira: mas eu não sou assim.

    Anterior (1) | Índice


    Pesquisa, seleção, revisões e edições por Euro Oscar.


    Buscar no Site


    Home