Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda



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O Rei Dragão

Um dia um violento rei dragão encontrou um bodhisattva no caminho. O bodhisattiva disse: "não mate, meu filho!

Se você se mantiver os cinco preceitos e cuidar de todas as vidas você será feliz". Ao ouvir somente estas poucas palavras, o dragão se tornou totalmente não violento.

As crianças que cuidavam de animas no sopé das montanhas do Himalaia tinham muito medo do dragão.

Mas quando ele se tornou manso, elas perderam seu medo e começaram a pular em cima dele, puxar a sua cauda e jogar pedras em sua boca. Depois de um tempo, o dragão já não podia comer e ficou muito doente.

Quando o rei dragão se encontrou de novo com o bodhisattva, ele gritou: "Você me disse que se eu observasse os cinco preceitos e tivesse compaixão, eu seria feliz. Mas agora eu sofro e de modo algum estou feliz.

O Bodhisattva respondeu:"Meu filho, se você tem compaixão, moralidade e virtude, deve ter também sabedoria e inteligência este é o modo de você se proteger. Da próxima vez que as crianças fizerem você sofrer mostre a elas seu fogo. Depois disso, elas não mais o incomodarão."

Preciosa Colaboração de Ricardo Augusto de Souza.


O Príncipe Corajoso, o Monstro Invulnerável e a Arma da Verdade
(Sutra Pancavudha-jataka)

Havia, certa vez, um príncipe, hábil no manejo de cinco armas. Um dia, ao retornar de seu treinamento, encontrou um monstro de pele invulnerável.

O monstro partiu para cima do príncipe que permaneceu em guarda e sem se atemorizar. Este atirou, no monstro, uma flecha. Depois, atirou-lhe uma lança que não penetrou na grossa pele do monstro.

Em seguida, atirou-lhe uma barra e um dardo que nem chegaram a ferir o monstro. Brandiu-lhe a espada, mas ela se quebrou.

O príncipe, então, atacou o monstro com punhos e pés, mas em vão, pois o monstro o agarrou com seus enormes braços e o manteve afastado.

O persistente e corajoso príncipe tentou usar a cabeça como arma, mas foi em vão.

O monstro disse: "É-lhe inútil resistir; eu vou devorá-lo."

O príncipe respondeu: "Não pense você que usei todas as minhas armas, e que esteja sem recursos; ainda tenho uma arma escondida. Se me devorar, eu o destruirei de dentro de seu estômago."

A coragem do príncipe abalou o monstro que lhe perguntou: "Como você fará isso?"

O príncipe respondeu: "Com o poder da Verdade."

Então, o monstro soltou o príncipe, pedindo a ele que lhe ensinasse a Verdade.

A moral desta fábula é para encorajar os discípulos a perseverarem em seus esforços e para não se amedrontarem diante dos muitos reveses.

Preciosa Colaboração de Márcio Barros, Rio de Janeiro.


As Codornas

Há tempos, um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia. Viviam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas.

Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender. Mas uma das codornas era muito sábia e disse:

"Irmãs! Elaborei um plano muito bom. No futuro, assim que o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de uma malha e todas alcançaremos v juntas, levando-a conosco.

Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e fugiremos".

Todas concordaram com o plano. No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia codorna havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram.

Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de voltar para casa.

Isso aconteceu durante várias tentativas, até que afinal a mulher do caçador se aborreceu e indagou.

"Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma codorna?"

O caçador respondeu: "O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si. Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las."

Dias depois, uma das codornas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão.

"Quem esbarrou na minha cabeça?", perguntou raivosamente a codorna ferida. "Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você", disse a primeira.

Mas a irmã agredida continuou a discutir: "Eu sustentei todo o peso da rede! Você não ajudou nem um pouquinho!", gritou.

A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa. Foi quando o caçador percebeu a sua chance. Imitou o chamado das codornas e jogou a rede sobre as que se aproximaram.

Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede. Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as codornas dentro da cesta.

Enquanto isto, a sábia codorna reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões dão origem a infortúnios.

Preciosa Colaboração de Charles Chigusa.

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Nota deste Site

Estas histórias são textos educativos infantis com ensinamentos budistas, salutares como aulas ou lições de vida para todas as idades. O moral de cada história serve como exemplo que pode influenciar na escolha de atitudes e decisões corretas, lapidando o caráter e a conduta.

Depois de cuidadosa análise procedi algumas mudanças nesta área do site: renomeei o título principal, que era Parábolas Budistas, para Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda. Também reorganizei a distribuição das histórias e adaptei os textos para o Novo Acordo Ortográfico. O site todo, que é educativo, sempre busca apresentar o português correto e atual em todas as páginas, sem palavrões nem gírias chulas. E o mesmo em relação às páginas em inglês.

A disposição atual das histórias infantis no índice das páginas é um pouco diferente da anterior, por isso algumas das histórias mudaram de página e o número total delas passou de 48 para 50.


Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar valiosos materiais do seu interessante site. Com meus votos a ele de muito sucesso e felicidade.



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