TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

Tradução de Else Kohlbach - Editora Civilização Brasileira


Nova experiência de contato científico com o Além, dentro dos recursos atuais da era tecnológica.


PREFÁCIO, POR HANS GEISLER, DE "TELEFONE PARA O ALÉM", DE FRIEDRICH JÜRGENSON

TENHO A MAIS FIRME CONVICÇÃO de que este livro de Friedrich Jürgenson é de importância histórica e de suma relevância nesta nova era, ainda que algumas pessoas, ao término da leitura, não concordem com a minha opinião. Quem já tem certa visão da história do mundo e da humanidade, e revela circunspecção e discernimento, deverá convir que a resposta à pergunta: Continua o homem a existir depois da morte como uma entidade pensante, cônscio de sua individualidade, ou não?


É decisivo não apenas para ele, pessoalmente, mas também no tocante ao preceito espiritual elementar das raças, povos e nações. Desde os tempos em que os homens dotados de compreensão e bom senso vivem neste planeta, tiveram de defrontar-se com o fenômeno da morte, em todas as suas formas, e todas as religiões, filosofias, doutrinas e práticas de ocultismo, misticismo e de magia procuraram, de alguma maneira, dar uma resposta a esta pergunta cardinal da humanidade, mesmo porque, com a melhor boa vontade, ela não se deixava excluir nem ignorar.


A literatura de todos os tempos e idiomas, que se ocupa direta ou indiretamente desse problema, abrange mais de setenta mil volumes.

Para o homem equilibrado, imparcial e, antes de mais nada, conhecedor da tecnologia da nossa era atômica, a demonstração das pesquisas até então realizadas, no que se refere ao espírito e ao Além, é insuficiente.


Há uns poucos homens que tiveram a felicidade de se convencer da continuação da vida humana depois da morte, por vivências pessoais ou por terem participado de sessões com excelentes médiuns; mas isto são raridades, e o que a clássica pesquisa do Além pode oferecer em geral a um pensador e observador crítico fica, em grande parte, circunscrito ao subjetivo, e pode ser invalidado com as noções de alucinação, imaginação, função e projeção do subconsciente e até com sugestão vigilante ou fraude.


Também aquilo que as religiões e igrejas expressam sobre o tema é discutível e inaceitável para a maior parte dos nossos contemporâneos, por basear-se unicamente na fé.


Mas agora, que o homem se propõe explorar a lua e talvez em poucos anos ou décadas outros planetas do nosso sistema solar, vem Friedrich Jürgenson, de Mölnbo, Suécia, à luz da publicidade e diz:


"Há possibilidade de estabelecer, por meio puramente fisiotécnico, uma comunicação verbal com os chamados "mortos" e fixar, para sempre, na fita magnética, as suas vozes".

Como um dos dirigentes da equipe de pesquisadores do Além e parapsicólogos alemães, sei que nunca houve até então, em toda a história da humanidade, caso semelhante e, naturalmente, antes de mais nada, tendo em vista serem o rádio e o gravador de som conquistas do nosso século, Friedrich Jürgenson abriu uma porta que antes estava fechada.


Foi realmente com uma paciência e tenacidade admiráveis que o fez, em oito anos de trabalho resoluto, arriscando, praticamente, sua existência como pintor, escritor e redator de emissoras de rádio e televisão suecas, pois reconheceu o grande significado de sua descoberta.


É bem possível que alguns leitores não se mostrem satisfeitos com o que Friedrich Jürgenson narra neste livro, talvez por terem esperado mais. No entanto, conhecendo por longa experiência as reações habituais dos nossos contemporâneos materialistas, em face de um novo método na pesquisa da psicologia e parapsicologia, escrevo este prefácio para evitar que tal método, realmente grandioso, e inédito, seja maliciosamente rejeitado com a apresentação de argumentos inexpressivos.

Na primavera de 1964, estive na casa do Sr. Jürgenson, em Mölnbo, e escutei durante horas a fio as vozes de "espíritos" gravadas em fitas magnéticas e também assisti a uma gravação original. E em junho de 1967, estive com ele em Pompéia e ouvi, em gravação original, muitas das vozes que estão gravadas no disco que complementa este livro. (Refere-se à edição alemã. ­ N. do T.)


Não desejo perder a oportunidade que ora se apresenta de declarar com toda a franqueza que estou inteiramente convencido da honestidade, sinceridade e irrepreensibilidade do Sr. Friedrich Jürgenson. Quaisquer suspeitas de que ele pratique malabarismos fisiotécnicos, tenho de repeli-las energicamente.


Como psicólogo, parapsicólogo e pesquisador do espírito e do Além, com quarenta anos de experiências, só posso pedir aos leitores deste livro que não considerem a mim, assim como a centenas de cientistas, peritos em rádio e fitas magnéticas, que também ouviram as vozes gravadas em mais de cento e quarenta fitas magnéticas, mais tolos e ingênuos do que realmente somos.


No setor da ardorosamente discutida parapsicologia, são justamente aconselháveis a precaução, a reserva, a hesitação e o ceticismo. Mas existe uma espécie de céticos e negadores notórios, que nem sequer confiam nos seus próprios sentidos e a priori tudo refutam categoricamente, de acordo com o versinho da "estrelinha da manhã": "... porque, assim conclui severamente, não pode ser o que não deve ser". Este livro não foi escrito para esse tipo de pessoas.

Posso também antecipar que muitos leitores haverão de criticar a fragmentação, a incoerência e, em parte, a trivialidade das "vozes do Além", esperando que, já que os mortos nos falam por meio do rádio e do microfone, deviam fazê-lo à semelhança de um professor, de um pregador ou interlocutor.


Essa objeção é compreensível e aparentemente justificada, se bem que os críticos se esqueçam de que se trata das primeiras tentativas de contatos, naturalmente ainda imperfeitos, entre o aqui e o Além e de que não podemos de modo algum avaliar as inúmeras e enormes dificuldades que os mortos também têm de enfrentar.


Não se deve cogitar do que dizem ou deixam de dizer os mortos, mas de que, realmente, estão em condições de se comunicarem, por meio fisiotécnico, com as pessoas que vivem aqui na terra. Não devemos desviar o problema para um setor ao qual não pertence.


Em última análise, o alfaiate de Ulm, Otto Lilienthal, Santos Dumont e centenas de outros visionários que tentaram, com os mais primitivos aparelhos e instalações, elevar-se no ar, arriscando a própria vida e até sacrificando-a, foram precursores e contribuíram para que possamos, comodamente instalados num gigantesco avião, voar de um continente a outro em poucas horas.

Assim, Friedrich Jürgenson, de Mülnbo, é um pioneiro que tudo arrisca na esfera das pesquisas do Além. Se os seus contemporâneos irão ou não dar a devida importância à sua descoberta, dando prosseguimento às experiências e aperfeiçoando-as, gradativamente, com o correr dos anos, isto não é mais da alçada do Sr. Jürgenson.


A ele compete apenas comunicar ao mundo simplesmente aquilo que ouviu e viveu, e esperar que se encontrem pesquisadores e curiosos, que prossigam na obra por ele iniciada.


Está ele à disposição de todos aqueles que estejam seriamente interessados no fenômeno, a fim de aconselhá-los e orientá-los, com a intima esperança de encontrar pessoas interessadas em pesquisar e aprofundarem-se neste assunto, formando equipes de experimentadores decididos, para organizar um laboratório com todos os requisitos da técnica moderna, capaz de transformar a prancha provisória que ele ergueu sobre o abismo que nos separa do Além em uma firme ponte de concreto.

Espera ele que haja pessoas de coragem e iniciativa, que intuitivamente sintam o que aqui se está delineando para o futuro da humanidade. Se as atuais gerações não o realizarem agora, por temerem, especialmente, tudo que se relacione com a morte, as gerações futuras o farão. A história da humanidade está repleta de oportunidades inaproveitadas.


Não devemos fazer o que fizeram os cardeais dos tempos de Galileu e Giordano Bruno, que se recusaram a olhar no telescópio para não serem obrigados a admitir que estava errada a sua configuração bíblica do universo.


Os mesmos corifeus eclesiásticos, que sempre julgaram saber tudo exatamente, também foram os que, antes que Colombo iniciasse sua viagem de descoberta do Novo Mundo, excomungaram-no porque, de acordo com a sua bíblia, não podiam existir terras no distante Ocidente.

Para o leitor deste livro é importante saber que qualquer pessoa que possua um aparelho de rádio e um gravador de som pode fazer experiências semelhantes à de Friedrich Jürgenson, e é bem provável (mesmo que não seja cem por cento garantido) que, com a indispensável paciência e tenacidade, obtenha resultados iguais ou analógicos aos de Friedrich Jürgenson.


Não sendo ele eletrotécnico, físico ou especialista em radiodifusão, é possível que especialistas do ramo, "se se dedicarem com afinco ao trabalho", encontrem meios e caminhos que Friedrich Jürgenson ainda não percorreu. Até aqui tudo ainda está por desvendar. Há louros a serem colhidos por aqueles que se mostrarem capazes de perceber e saber interpretar os sinais do tempo.

Todos os parapsicólogos, pesquisadores do espírito e do Além, há muito reconheceram que, dentro em breve, será descoberto um meio fisiotécnico para obter o intercâmbio com outros planos de existência e de consciência. Eis que chegou o momento. Ainda há muita coisa enigmática, incompreensível e curiosa, mas isto não poderá permanecer assim.

Antes de finalizar, cumpre-me acrescentar que a supervalorização da matéria, em forma de dinheiro e bens, é responsável por toda a miséria do nosso tempo, fomentando as guerras, as porfiadas lutas no setor econômico e a formação de poderosos blocos militares, e isto todos nós o sabemos.


Os métodos de persuadir a humanidade, através de sistemas religiosos, filosóficos, místicos e até espiritualistas, de que a vida é eterna e indestrutível e de que pagaremos inexoravelmente por tudo que fizermos ou deixarmos de fazer aqui na Terra, em conseqüência da lei de causa e efeito, demonstram, na prática, sua total ineficácia, como nos revela toda a história humana.


O materialismo político e militar, tanto oriental como ocidental, é surdo a tudo que ultrapassa o seu horizonte e que se baseia na fé e na vivência subjetiva. Só o caminho fisiotécnico, com a utilização de aparelhos objetivos e incorruptíveis, poderá modificar a ideologia marxista-leninista do materialismo dialético e histórico, e abalar-lhe as estruturas.


Visto por este prisma, verificamos que Friedrich Jürgenson visa a uma ampla política de primeira ordem, de efeito imprevisível para o futuro desenvolvimento da humanidade. Quando estivermos aptos a ouvir a voz de Hitler, Stalin e outros expoentes da política, da religião, da arte e da ciência, perceberemos que há muita coisa diferente, capaz de modificar o nosso modo habitual de pensar e sentir. Segundo Schopenhauer e de acordo com a experiência, o puro materialismo forçosamente termina em bestialidade, de modo que para todo aquele que seja amante da paz não há outro caminho senão colaborar na luta contra o materialismo. E Friedrich Jürgenson aponta um desses caminhos.

Além disso, sua descoberta é, ao mesmo tempo, um consolo e uma promessa às pessoas enlutadas e abatidas pela perda de um ente querido, pois, daqui por diante, terão a possibilidade de ouvir e gravar na fita magnética a voz dos que regressaram ao reino espiritual.


Algum dia, talvez, seja possível conversarmos perfeitamente com os seres de outro plano, isto é, mantermos diálogos com perguntas e respostas. Depende unicamente de nós conseguirmos eliminar os obstáculos e as perturbações ainda existentes.


Tudo é uma questão de aperfeiçoamento e é também uma tarefa atribuível aos homens dotados de suficiente discernimento e intuição. Tenho esperança de que existam muitos homens nestas condições.


Naturalmente "pombos assados não voam para a boca de ninguém", mas o que já conseguiu e sempre consegue o homem com esforço objetivo, assiduidade, inabalável paciência e com a audácia e a tenacidade da legítima natureza de pesquisador, já o mostrou a História Universal.


Portanto, mãos à obra.


Pompéia, 28 de junho de 1967.

Parte 1   Índice

FONTE DO TEXTO

http://www.transcomunicacao.com



Sorria ao acordar
e antes de dormir!

Muito obrigado pela visita,
veja sempre as novidades!






Google
 
Web www.eurooscar.com








Se não vê à esquerda o menu
rolante do site, clique aqui.

If you do not see the left
scrolling menu, click here.





Home