A cardiologia e os cardiologistas sabem desde muito tempo atr�s os benef�cios da calma, do auto-controle emocional e da aus�ncia de preocupa��es, para a sa�de do cora��o. E nos nossos tempos p�s-modernos, de rush permanente no tr�nsito, arrocho salarial, guerras, brigas e competi��es constantes, seguran�a p�blica caducante, � preciso evitar a todo o custo o estresse.
Procurar n�o se exceder no trabalho nem nos perfeccionismos e exig�ncias consigo mesmo e com os outros. Manter a calma interior, procurar o tranquilo ref�gio da medita��o e da ora��o e respirar fundo, junto � Natureza, pelo menos de vez em quando. Sorrir, lembrar-se de cenas alegres e perdoar as faltas alheias A raiva e o rancor n�o s�o ben�ficos � sa�de do nosso cora��o. J� o amor e a paz de esp�rito trazem um bem-estar indescrit�vel, n�o � verdade?
Nos EUA o Dr. Dean Ornish, m�dico de Bill Clinton, propugna que uma dieta totalmente vegetariana, ou seja, vegana, sem carnes vermelhas nem peixes nem frango, pode reverter les�es card�acas, coronarianas, e consegue desobstruir art�rias. O Dr. Ornish tamb�m recomenda exerc�cios leves e garante que a ora��o, a medita��o, e o carinho, o amor, a gratid�o, enfim, os sentimentos agrad�veis e benfazejos, s�o muito salutares n�o s� em caso de cardiopatias mas de c�ncer e de todas as doen�as, j� que o indiv�duo se torna mais imune e resistente aos males. De acordo com os Drs. William e Sonja Connor, nos locais onde h� muito menos acometimentos por males coronarianos e do cora��o, em geral, a dieta costuma se compor de 65 a 85% de carboidratos complexos, advindos de cereais integrais e de ra�zes, como as batatas.
A Cardiologia e os cardiologistas de renome v�m reconhecendo, cada vez mais, que a alimenta��o baseada em cereais, frutas e vegetais, e com severa restri��o de gorduras, mormente as de origem animal, � um dos fatores mais admir�veis na recupera��o de pacientes deles. Os benef�cios da alimenta��o crua t�m sido quase totalmente ignorados na maioria das Faculdades dos EUA.
O Dr. Cohen, patologista que se formou pela Escola Baylor de Medicina, Houston, Texas, em 1977, afirmou que teve de aprender sozinho, como autodidata, tempos ap�s, os elos entre a nutri��o e a doen�a (como ensinava Hip�crates). Ele veio a se tornar vegetariano e assevera ouvir cardiologistas apregoarem, nos percursos entre as salas dos hospitais, como muitos pacientes poderiam se livrar de uma ponte de safena se passassem a ingerir mais frutas e verduras. Ele tamb�m nos aponta a realidade de que diariamente a imprensa traz relatos sobre o grande valor de uma dieta rica em fibras, com vegetais integrais e sem gorduras animais.
A hipertens�o arterial foi um dos males revertidos por uma terapia natural, que consistia basicamente em uma dieta vegetariana. Somente o regime vegetariano conseguiu recuperar muitos doentes, dependentes de medica��o convencional, os quais recobraram sua sa�de depois de visitar o centro de sa�de de Lilly Johansson. A pr�pria Lilly Johansson recuperou a sa�de depois de diagnosticada como tendo um cora��o "irrecuper�vel", al�m de diversos outros sintomas assaz preocupantes.
Desde os anos 50 ela passou a cuidar de doentes e percebeu como � simples, f�cil e mais eficaz valer-se dos m�todos naturais, at� onde o bom-senso permita. Que fa�anha conseguiu Lilly Johansson, uma autodidata, mediante a sua iniciativa de realizar um estudo pr�tico, em que se tomou um grupo de 64 pessoas, portadoras de asma br�nquica, hipertens�o arterial, inflama��o da pr�stata ou infec��o do trato urin�rio.
Todas melhoraram, no decorrer de 11 anos. Receberam uma terapia natural, da qual a base era uma dieta vegetariana, com frutas cruas e vegetais, sem carnes nem ovos nem latic�nios, com pouco amido, prote�na e gordura. Havia adapta��es individuais. Depois de um ano eis os resultados:
� Melhora plena: 14 pacientes= 22%
� Grande melhora: 34 pacientes= 53%
� Melhores: 12 pacientes= 19%
� Sem mudan�as: 4 doentes= 4%
� Piores: 0 pacientes=0%
Isso, tamb�m, segundo os pr�prios pacientes afirmaram. Houve in�meros testes que demonstraram melhoras estatisticamente significativas. Prote�nas no sangue (albumina, hemoglobina, IgG, IgM, IgE, ALAT, ASAT), ureia, SR, colesterol, triglicer�deos e leuc�citos) trouxeram, todos, altera��es interpretadas como positivas. A bilirrubina caiu para a metade em um ano. Os testes de aptid�o mostraram melhores resultados, o peso se reduziu, bem como o pulso e a press�o sang��nea.
Melhoraram tamb�m os seguintes estados nos pacientes: alergias, diabetes, doen�as intestinais, acne, constipa��o, dor de cabe�a, enxaqueca, infec��es, resfriados, dores menstruais, fadiga e �lceras varicosas. No grupo dos hipertensos, 26 pacientes apresentaram sintomas 96 vezes ao todo. Ap�s um ano, seis ainda permaneciam hipertensos, mas com melhoras. Os pacientes cortaram a medica��o drasticamente, 56% suspenderam-na totalmente. Essas medica��es seriam necess�rias, segundo os m�dicos e a ci�ncia m�dica. Se n�o fossem administradas, foi antes alertado aos pacientes que poderiam piorar ou at� morrer.
Esse teste surpreendeu boa parte da classe m�dica. Pacientes que haviam estado sob custeio da previd�ncia, em m�dia por onze anos, e cuidados pelo sistema de assist�ncia m�dica por ainda mais tempo, de repente melhoraram sob os cuidados de uma autodidata. M�todos naturais, supostamente in�teis, revelaram a m�dicos e professores mais efic�cia que os cuidados m�dicos convencionais, naqueles pacientes. A equipe dessa pesquisa teve esperan�a de receber mais dinheiro para pesquisar outras doen�as mas n�o conseguiram mais dinheiro, apesar de que se calculou que tal estudo economizou ao menos 640.000 d�lares em tr�s anos para o governo da Su�cia, com menos hospitaliza��es e custos de assist�ncia m�dica. De 1976 a 1982, o Centro de Sa�de de Lilly Johansson teve 5.500 pacientes.
Conclus�o da pesquisa: o governo economizou 73.000.000 d�lares com o tratamento desses 5.500 pacientes desse centro de sa�de, at� fins de 1983, n�o se incluindo
quaisquer outras vantagens econ�micas al�m da assist�ncia m�dica. Os pacientes que visitaram esse centro n�o estavam t�o doentes quanto aqueles do grupo pesquisado. Por�m, apenas um quinto daquele valor monta em 14.600.000 d�lares, o que � uma quantia bem razo�vel. Em compara��o, a bolsa original de 70.000 d�lares parece uma gota no oceano.
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O livro � educativo e informativo e n�o incentiva a
auto-medica��o, portanto n�o substitui os cuidados de
um bom profissional da sa�de, atualizado, consciente,
com conhecimentos abrangentes e compreens�o hol�stica
da vida, da sa�de, da nutri��o e que saiba p�r em pr�tica
esses crit�rios, em prol de cada um dos seus pacientes.
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