JOHN CRANE E ROYAL RIFE
A new Rife machine
O dispositivo de John Crane
Crane, engenheiro-chefe e assistente direto de Rife, foi também seu sócio. Parece ter ido um
passo além. Longe demais, talvez. Ele presumiu que a audiofreqüência produzia todos os
resultados biológicos e medicinais e portanto a presença das ondas contínuas portadoras não
seria necessária. Ele produziu (através da sua Fundação Crane para Tecnologias Rife) um
gerador de audiofreqüência, o “Modelo CFR 1000”, que era um amplificador programável de
estado-sólido, do mesmo tipo que Rife usara para modular o seu gerador de ondas contínuas.
Crane gravou em vídeo a explosão de bactérias pelo seu gerador de freqüências
audíveis.
Numa etapa os geradores de Crane foram identificados como geradores de Rife e se tornaram
muito populares. Eles eram geradores de áudio modificados, que se podiam comprar prontos em
lojinhas de rádios (alguém só precisava adicionar nele um estágio de amplificação).
Um exame de perto na aparelhagem fazia supor que era um gerador de Rife, revelando que o
dispositivo era um fomentador de eletroporose, capaz de explodir microorganismos in vitro, a
distâncias muito pequenas, da ordem de uma fração de milímetro, quando posto numa peça de
vidro sob um microscópio.

John Crane. Foto de Ron G. Rockwell
(Foto do site http://www.rifecranerockwell.com/crane.htm)
A saída (output) de Crane era menor que 60 volts (a voltagem máxima que pode ser
aplicada para contato com o corpo humano) e podia unicamente explodir microorganismos a
distâncias não maiores que uma fração de milímetro. Por essa razão, pode ser teorizado que o
dispositivo de Crane não é eficaz in vivo (i.e., dentro de um corpo humano ou animal). Crane
sofreu um ataque legal por sua aplicação e promoção das suas teorias e passou três anos
preso por essas atividades. Crane deveria ser considerado o primeiro homem a eletroporose in
vitro, num tempo em que a ciência ignorava e a sociedade condenou um dos então mais
promissores ramos da biologia e da medicina. A história de Crane é um drama de uma velha
tragédia grega, encenada em meio aos caprichos da “moderna” ciência.
Para saber mais
sobre John Crane (em inglês)
Antônio Priore
Royal Rife
John Crane
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