Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda



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O Corvo Cobiçoso

Era uma vez uma linda pomba que costumava viver em um ninho perto de uma cozinha. Os cozinheiros gostavam muito dela e frequentemente lhe davam grãos. Ela gostava do lugar e tinha uma boa vida.

Um dia, um corvo viu a pomba e percebeu como ela estava recebendo ótimas refeições da cozinha. Então, numa ocasião o corvo fez amizade com a pomba, e sob o pretexto de amizade, de alguma forma conseguiu fazer com que a pomba dividisse o seu ninho com ele. A pomba então lhe disse que poderiam passar o tempo juntos discutindo política, religião, etc., mas que em se tratando de comida cada um teria seu meio próprio. Dessa forma ela sugeriu que o corvo buscasse sua própria comida. Mas o corvo estava impaciente e sua única razão para fazer amizade com a pomba era pela comida. Ele queria carne e tudo o que a pomba ganhava da cozinha eram grãos.

Ela não podia esperar mais e finalmente decidiu visitar a cozinha diretamente para obter comida. Assim pensando, ela furtivamente se arrastou pela chaminé abaixo e entrou na cozinha. Ela sentiu o cheiro de um peixe temperado que estava numa panela. Cobiçoso, ele adiantou-se e tentou pegar o peixe, porém ao fazer isto ele tropeçou numa concha de sopa e fez um barulho. Isto alertou o cozinheiro que estava na sala vizinha e apanhou o corvo e o matou.

Moral da História

A cobiça paralisa a Inteligência.

A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Teresinha Medeiros dos Santos.


Demônios do Deserto
(O Correto Caminho para Pensar)

Desenho de Sandro Neto Ribeiro

Desenho de Sandro Neto Ribeiro.


Há muito tempo existiam dois mercadores que eram amigos. Eles estavam prontos para fazerem uma viagem para venderem suas mercadorias, mas eles tinham que decidir se viajariam juntos ou separados. Enfim concordaram que, já que cada um tinha 500 carroças, e eles iam para o mesmo lugar e usariam a mesma rota, seria muita gente ao mesmo tempo na mesma rota.

Um decidiu que seria melhor ir primeiro. Ele pensou: "A rota não estará tão estragada pelas carroças, os animais poderão escolher a melhor grama e nós encontraremos as melhores frutas e vegetais para comermos, e meu pessoal irá apreciar minha liderança e no final, eu irei ter a oportunidade de conseguir o melhor preço pelas minhas mercadorias.”

O outro mercador considerou com cuidado e pensou que haveriam vantagens em ser o segundo. Ele pensou: "Os carros do meu amigo nivelarão o chão e nós não teremos que consertar buracos da estrada, e os animais dele comerão a velha grama e as viçosas gramas nascerão na primavera para meus animais comerem. Do mesmo jeito, eles pegarão velhas frutas e vegetais para comerem e novas frutas nascerão para nós nos deliciarmos. Eu não precisarei gastar meu tempo com esses detalhes, quando eu posso calcular o preço das mercadorias e calcular meus lucros. Então ele concordou em deixar o amigo ir primeiro. E esse amigo que iria primeiro achou que ia passar ele para trás e pegar o melhor. Então ele preparou-se para a jornada.”

O mercador que saiu primeiro teve muitos problemas algumas vezes. Eles chegaram a um lugar chamado de "Deserto sem água", um local que as pessoas diziam que era assombrado por demônios. Quando a caravana atingiu a metade do caminho, eles se encontraram com um grande grupo que vinha na direção oposta à deles.

Eles tinham as carroças cheias de cumbucas com bastante água. Eles tinham várias flores, que nasciam junto a água em seu poder. O homem responsável por esta caravana tinha uma boa aparência e falou para o mercador: "Por que você está carregando este peso todo de água? Daqui a pouco você encontrará um oásis no horizonte com muita água para beber e muitas frutas e legumes para comer. Seus animais estão muito cansados por carregarem suas carroças cheias de água. - então jogue fora essa água e seja gentil com seus animais visto que estão muito carregados!”

Mesmo com as pessoas do local avisando, sobre o perigo, o mercador não percebeu que essas pessoas não eram pessoas de verdade e sim demônios disfarçados. Eles estavam até em grande perigo podendo ser comidos por eles. Confiando que eram pessoas que queriam ajudar, eles seguiram o conselho e jogaram toda a água que tinham no chão. Continuando a viagem eles não encontravam o oásis e nenhuma água. Muitos do grupo começaram a perceber que foram enganados por aquele grupo que encontraram e que provalvemente eles seriam até demônios, e então começaram a ficar descontentes e acusaram o mercador.

No final do dia todos estavam muito cansados. Os animais estavam fracos precisando de água para continuar puxando as carroças tão pesadas. Todas as pessoas e os animais se deitaram espalhados, de tão cansados, eles dormiram profundamente. Durante a noite, quietos e silenciosos os demônios vieram em suas formas e engoliram toda as pessoas da caravana e os animais sem uma defesa para eles. Quando eles acabaram com o ataque só existiam ossos quebrados ao redor do acampamento, nenhuma pessoa ou animal foi deixado com vida.

Depois de alguns meses, o segundo mercador começou sua jornada na mesma rota. Quando ele chegou à região que não tinha nada, água ou fruta ele avisou para o seu pessoal: "Isto aqui e chamado de "Deserto sem água" e eu escutei que é assombrado por demônios e fantasmas. Portanto sejam bem cautelosos. Aqui deve ter muita planta venenosa e água impura, então não beba nenhuma água sem me perguntar." E assim eles entraram no deserto.

Depois de terem entrado no deserto, no mesmo lugar que a outra caravana parou, eles encontraram os demônios com muita água, Os demônios disseram para eles que o oásis estava perto e que eles jogassem toda a água fora. Mais o esperto mercador viu tudo no primeiro instante. Ele sabia que não fazia sentido um oásis em um lugar que era chamado de "Deserto sem água". E também essas pessoas tinham os olhos grandes e vermelhos e com uma atitude agressiva e persuasiva, ele suspeitou que eles poderiam ser os demônios. Ele falou para eles deixarem eles sozinhos dizendo: "Nos somos homens de negócios que não jogam qualquer boa água fora antes de sabermos onde outra água vira”.

Vendo isso as pessoas que vinham com o mercador tiveram dúvidas e o mercador falou para eles: "Não acreditem nessas pessoas, que talvez sejam demônios, até nós encontrarmos água. O oásis que eles falaram poderá ser talvez uma miragem ou ilusão. Vocês já ouviram falar que tivesse água no "Deserto sem água"? Vocês estão sentindo algum vento de chuva ou estão vendo alguma nuvem? Todos disseram, "Não", e ele continuou, "Se nós acreditamos nesses estranhos e jogamos nossa água fora, então mais tarde nos não teremos água para beber ou cozinhar - então nos estaremos fracos e com sede - e será muito fácil para os demônios virem e nos roubar a todos e inclusive comer a todos nos! Portanto, até nós realmente encontrarmos água, não desperdicem uma só gota!

A caravana continuou sua viagem, e nesta noite eles chegaram ao lugar em que a primeira caravana foi atacada e onde os demônios comeram as pessoas e os animais. Eles acharam as carroças e ossos das pessoas e dos animais em toda a volta. Reconheceram as carroças cheias e sabiam que os ossos espalhados eram das pessoas da primeira caravana, o mercador esperto, falou para as pessoas de sua caravana que permanecessem atentos nesta noite no acampamento.

Na manhã seguinte as pessoas tomaram seu café da manha, alimentaram os animais muito bem. Eles juntaram às suas mercadorias aos melhores produtos de valor da primeira caravana. Então eles terminaram a jornada com muito sucesso, e voltaram para casa salvos, para que, juntos com suas famílias, pudessem desfrutar de seus lucros.


Moral da História

Uma pessoa deve sempre ser muito esperta para não ser enrolada por truques, palavras e falsa aparências.

A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Vera Vicente, com ilustração de Sandro Neto Ribeiro.

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Nota deste Site

Estas histórias são textos educativos infantis com ensinamentos budistas, salutares como aulas ou lições de vida para todas as idades. O moral de cada história serve como exemplo que pode influenciar na escolha de atitudes e decisões corretas, lapidando o caráter e a conduta.

Depois de cuidadosa análise procedi algumas mudanças nesta área do site: renomeei o título principal, que era Parábolas Budistas, para Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda. Também reorganizei a distribuição das histórias e adaptei os textos para o Novo Acordo Ortográfico. O site todo, que é educativo, sempre busca apresentar o português correto e atual em todas as páginas, sem palavrões nem gírias chulas. E o mesmo em relação às páginas em inglês.

A disposição atual das histórias infantis no índice das páginas é um pouco diferente da anterior, por isso algumas das histórias mudaram de página e o número total delas passou de 48 para 50.


Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar valiosos materiais do seu interessante site. Com meus votos a ele de muito sucesso e felicidade.



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