Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda



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Parábola da Cidade-Fantasma

Um grupo de viajantes, tendo ouvido falar de uma cidade cheia de tesouros, parte para enfrentar uma difícil jornada. Para chegar à cidade, teriam de percorrer uma estrada extremamente longa que atravessava desertos, florestas e terras perigosas.

Nenhum trecho dessa estrada era seguro e os viajantes teriam de ter muita coragem e persistência para atingir sua meta.

Haviam completado mais da metade da jornada e acabado de sair de uma densa floresta quando o guia, que conhecia bem o caminho, avisa que logo iriam se aventurar por um deserto.

O sol escaldante e as fortes tempestades de areia provaram ser demais para eles. Os viajantes estavam tão cansados que começaram a perder a coragem e a querer desistir dos tesouros em troca da segurança de seus lares que haviam deixado para trás.

O guia, contudo, estava determinado a levar todos, não importando como. Ele usa então seus poderes místicos para fazer aparecer uma cidade no meio do deserto.

Num instante, os viajantes tiveram uma visão fantástica. Surge do nada um lindo oásis repleto de árvores, por entre as quais veem uma cidade. Imediatamente, por entre as quais veem uma cidade.

Imediatamente, correram até lá com grande alegria. Todo o cansaço, as dores e o desânino desapareceram num instante para dar lugar ao otimismo e à esperança. Eles se banharam, saborearam comidas deliciosas e dormiram tranquilamente.

Em suas conversas, nem se cogitava a ideia de desistirem da jornada e de retornarem aos seus lares. Na manhã seguinte, logo que despertaram, ficaram estarrecidos ao ouvir o guia dizer-lhes que tinham de deixar aquele lugar maravilhoso e seguir viagem.

Mas este é com certeza o paraíso que procuramos por tanto tempo! – exclama um deles.

Não – responde o guia – os senhores ainda estão na metade da jornada. Este é somente um ponto de descanso, uma lugar para refrescarem-se. Acreditem!

O destino final é muito mais belo que esta cidade e não está tão longe. Agora que tivemos tempo para descansar e relaxar, vamos continuar nossa viagem.

Dito isso, a cidade desapareceu na areia.


Explanação

No capítulo Kejoyu, os viajantes representam toda a humanidade, o guia é o Buda e a cidade fantasma, indica os três veículos ou os meios pelos quais o Buda conduz as pessoas à terra do tesouro ou ao veículo único do Estado de Buda.

Muitas pessoas começam a prática do budismo almejando seus benefícios imediatos, o desejo de uma vida melhor, completar seus estudos, conseguir sanar problemas de saúde, financeiro ou sentimental, quando nós obtemos exito em nossos esforços e orações é como estivéssemos nesta cidade fantasma.

Mas logo o Buda nos alerta que devemos continuar nossa luta, levantar e ir em frente, em busca de um objetivo maior que é o Estado de Buda.

Preciosa Colaboração de Charles Chigusa, Tóquio, Japão.
Da revista Terceira Civilização, de julho de 1999.


O Formigueiro e o Dragão
(Sutra Vammika)

Uma fábula nos dá conta de que um homem encontrou um formigueiro que se queimava durante o dia e fumegava à noite.

Curioso e intrigado, foi ter junto a um sábio homem e lhe pediu conselhos a respeito do que fazer com o achado. O sábio lhe disse para revolver o formigueiro com uma espada. Assim fazendo, o homem encontrou uma trava de porta, algumas bolhas de água, um forcado, uma caixa, uma carapaça de tartaruga, uma faca de açougueiro, um pedaço de carne e, finalmente, um dragão.

Retornando ao sábio, contou-lhe o que havia encontrado. O sábio explicou-lhe então o significado de suas descobertas e lhe disse: "Jogue tudo fora, exceto o dragão; deixe-o sozinho e não o moleste."

Nesta fábula, o formigueiro representa o corpo humano. Sua queima durante o dia simboliza o fato de que, durante o dia, os homens fazem as coisas que pensaram na noite precedente.

Fumegar à noite indica o fato de que os homens, durante a noite, recordam-se, com prazer ou tristeza, das coisas certas ou erradas que fizeram durante o dia.

Na mesma fábula, o homem simboliza a pessoa que busca a iluminação. O sábio é um Buda. A espada simboliza a pura sabedoria. Revolver o formigueiro simboliza o esforço que se deve fazer para alcançar a iluminação.

A trava da porta representa a ignorância; as bolhas de água são os bafejos do sofrimento e da ira; o forcado sugere a hesitação e o desconforto; a caixa é onde se acumulam a cobiça, a ira, a indolência, a volubilidade, o arrependimento e a ilusão; a carapaça de tartaruga simboliza a mente; a faca de açougueiro significa a síntese dos cinco sentidos; e o pedaço de carne simboliza o desejo que surge desses sentidos e que leva o homem a ansiar por sua satisfação.

Ainda na fábula, o dragão indica a mente que eliminou todas as paixões mundanas e as transformou em iluminação.

Se um homem revolver as coisas ao seu redor com a espada da sabedoria, encontrará o dragão e a maneira certa de agir. "Deixe o dragão sozinho e não o moleste" significa procurar e trazer à luz a mente livre dos desejos mundanos.

Preciosa Colaboração de Márcio Barros - RJ.

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Nota deste Site

Estas histórias são textos educativos infantis com ensinamentos budistas, salutares como aulas ou lições de vida para todas as idades. O moral de cada história serve como exemplo que pode influenciar na escolha de atitudes e decisões corretas, lapidando o caráter e a conduta.

Depois de cuidadosa análise procedi algumas mudanças nesta área do site: renomeei o título principal, que era Parábolas Budistas, para Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda. Também reorganizei a distribuição das histórias e adaptei os textos para o Novo Acordo Ortográfico. O site todo, que é educativo, sempre busca apresentar o português correto e atual em todas as páginas, sem palavrões nem gírias chulas. E o mesmo em relação às páginas em inglês.

A disposição atual das histórias infantis no índice das páginas é um pouco diferente da anterior, por isso algumas das histórias mudaram de página e o número total delas passou de 48 para 50.


Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar valiosos materiais do seu interessante site. Com meus votos a ele de muito sucesso e felicidade.



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