Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda



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O Homem Rico e seu Filho Pobre

Certa vez existiu um rico homem que possuía muitos tesouros e a quem todos amavam e respeitavam. Muito cedo, seu filho fugiu e vagou por muitos países.

Desenho de Sandro Neto Ribeiro

Desenho de Sandro Neto Ribeiro.


Anos mais tarde, seu filho retornou à cidade onde seu pai fixara residência. O filho tornara-se pobre e sem recursos, vagando em busca de comida e abrigo. Espreitando no portal de uma grande cidade, o filho notou o homem mas não o reconheceu como sendo seu pai.

O filho imaginou que poderia conseguir trabalho na casa do rico homem, mas sentindo-se intimidado e inoportuno, ele evitou aproximar-se do homem rico.

O homem rico, contudo, reconhecera imediatamente que o podre homem era seu desaparecido filho e ordenou a um servo que corresse atrás dele e trouxesse-o de volta. Mas quando o servo o alcançou, o pobre homem assustou-se, temendo que ele tivesse vindo para o ferir.

Vendo o miserável estado de vida do pobre homem, o rico homem ordenou a outro servo para que se vestisse com farrapos, assumindo uma aparência humilde. Mandou, então, que esse servo, assim vestido, procurasse novamente seu pobre filho e lhe oferecesse trabalho doméstico em troca de um pequeno pagamento.

O filho alegremente aceitou o trabalho e sinceramente esforçou-se para realizar suas humildes tarefas. Aos poucos, ele começou a acostumar-se com o homem vestido com farrapos, que ia lhe dando mais e mais responsabilidades em seu trabalho. Após 20 anos, ele tornou-se confiável o suficiente para administrar os negócios do rico homem. Assim, com a proximidade, o filho começou a admirar o rico homem, ainda não percebendo, porém, que ele era seu pai.

Em seu leito de morte, o rico homem reuniu seus parentes e empregados e, apontando para seu pobre filho, proclamou: "Este homem é meu verdadeiro filho. Espero que compreendam isto."

Ouvindo essas palavras de seu pai, o filho exaltou-se, percebendo que ele havia recebido um enorme tesouro sem procurar por ele.


Explanação

No terceiro capítulo do Sutra de Lótus (Hiyu), por meio da parábola das "Três Carroças e da Casa Incendiando-se", o Buda Sakyamuni explica aos Quatro Grandes Homens de Erudição que os três veículos (estados, ou caminhos -- ver os princípios budistas, neste site) da Erudição, Percepção (ou Absorção) e Bodhisattva, podem ser desvendados para revelar o veículo do Buda. No quarto capítulo (Shinge), os Quatro Grandes Homens de Erudição relatam que esta parábola do "Homem Rico e seu Filho Pobre" indica que eles entenderam os ensinos de Sakyamuni.

Sakyamuni nos explica que o Homem Rico desta parábola pode ser comparado ao Buda, enquanto que seu Filho Pobre, aos mortais comuns que vagueiam pelos seis mundos (ou estados, ou caminhos de vida) inferiores, controlados pelos seus desejos básicos.

O Buda conduz as pessoas, por vários expedientes, a uma condição de vida superior, possibilitando-lhes assim que alcancem uma suprema condição de vida iluminada, a qual eles jamais esperaram que seira possível alcançar.

Já Nitiren Daishonin nos chama a atenção que o filho dessa parábola são todos nós, os mortais comuns desta era atual, cheia de violência, desrespeito ao homem, inversão e falta de valores humanos, desamor, egoísmo, individualismo exacerbado, desemprego, desarmonia, incertezas e sofrimentos. Porém, Nitiren Daishonin nos alerta para o fato de que os tesouros e riquezas, citados na parábola, indicam o Estado de Buda inerente em todas as pessoas.

O fato do filho pobre, casualmente, ter ido até a casa de seu pai, pode ser comparado ao fato de termos sido apresentados ao Gohonzon, sem termos tido qualquer esforço para descobrí-lo. Assim como o filho sentiu-se satisfeito ao encontrar trabalho doméstico, nós também frequentemente iniciamos nossa prática orando por coisas mundanas e transitórias, como dinheiro, amizades, empregos e assim por diante.

Eventualmente, o Filho acordou para o fato de possuir o inestimável tesouro do Estado de Buda dentro de sua vida.

O Buda possui as três virtudes de soberano, mestre e pais, e, através de sua benevolência e sabedoria, utiliza-se do expediente de benefícios conspícuos para conduzir as pessoas desta nossa época ao Nam-myoho-rengue-kyo.

Pela prática do Budismo de Nitiren Daishonin, podemos obter um grande benefício nesta existência : uma inesperada e suprema condição de vida iluminada, manifestando, em nós mesmos, o Buda inerente no âmago de nossas próprias vidas.


Preciosa Colaboração de Márcio Barros, Rio de Janeiro.

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Nota deste Site

Estas histórias são textos educativos infantis com ensinamentos budistas, salutares como aulas ou lições de vida para todas as idades. O moral de cada história serve como exemplo que pode influenciar na escolha de atitudes e decisões corretas, lapidando o caráter e a conduta.

Depois de cuidadosa análise procedi algumas mudanças nesta área do site: renomeei o título principal, que era Parábolas Budistas, para Histórias Infantis Baseadas nos Ensinamentos de Buda. Também reorganizei a distribuição das histórias e adaptei os textos para o Novo Acordo Ortográfico. O site todo, que é educativo, sempre busca apresentar o português correto e atual em todas as páginas, sem palavrões nem gírias chulas. E o mesmo em relação às páginas em inglês.

A disposição atual das histórias infantis no índice das páginas é um pouco diferente da anterior, por isso algumas das histórias mudaram de página e o número total delas passou de 48 para 50.


Fonte

www.maisbelashistoriasbudistas.com
As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro, a quem muito agradeço pela oportunidade de aqui compartilhar valiosos materiais do seu interessante site. Com meus votos a ele de muito sucesso e felicidade.



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