CIDADANIA: DIREITOS E DEVERES

JUSTIÇA E OPORTUNIDADES PARA TODOS

Cidadania é a reunião das liberdades e direitos sociais, políticos e econômicos, ainda que não totalmente consolidados pela legislação. O Exercício da Cidadania é o usufruto dessas liberdades e direitos prometidos ou garantidos, devendo-se sempre reivindicar o cumprimento do que é justo, lícito, útil, para todos os indivíduos.


Esse exercício implica respeitar os limites. Procure-se o que é bom, desde que não seja ruim ao próximo, e, de preferência, que esse algo também seja de proveito a esse outro indivíduo, e melhor será se a atitude em pauta for benéfica a toda a sociedade.


É UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA. Ter a sensibilidade, a percepção do que é certo e o que deve e pode ser realizado ou evitado. Para isso contribuem a educação (a qual deve começar na própria família, e continuar nas escolas) e a vivência, a experiência de vida.


Fundamental é a noção do que é ético e moral. Assim surge, e vai aumentando, para o bem de todos, a responsabilidade individual. Grandes civilizações, que dominaram continentes, principiaram a derrocada quando os limites da liberdade transbordaram para a esfera da libertinagem, quando a corrupção seduziu os que deviam zelar pela justiça e quando a cobiça fez mãos outrora impolutas se enodoarem com o sangue de inocentes.


Cumpre aos que comandam a mídia fazer uma auto-crítica e preferir pôr os artistas das telenovelas como professores, pelo exemplo das suas falas e condutas, mormente àqueles que não tem acesso às escolas. Pois dessa forma no dia seguinte já haverá milhares ou milhões de almas seguindo aquilo que os seus ídolos demonstraram na tela mágica.


Há seis anos venho divulgando as minhas apostilas e é impressionante a quantidade de cidadãos que não sabem ler, ou que até lêem mas de quase nada entendem, seja lendo, seja ouvindo.


Não só em casa, mas caminhando na rua, no trânsito, no trabalho, não custa nada, e produz uma sensação confortadora, o ter um pouco mais de paciência, se alguém esbarra sem querer ou o motorista ao lado comete um ligeiro e inconseqüente descuido. Em vez de esbravejar, que tal um sorriso e um ligeiro aceno de mão espalmada?


MELHOR QUE ISSO, SE SOUBERMOS SORRIR, DAR BOM DIA, PARABÉNS, BOA SORTE, até mesmo a estranhos. Aliás, com eles o efeito pode ser mais salutar.


Não atiremos lixo no chão, saibamos ativar a descarga dos banheiros, tratemos bem os animais.


Lembremo-nos das crianças sozinhas ou exploradas, até sexualmente. Que aberração! Em muitos locais há turismo voltado a essa violação. Como é primordial uma melhor distribuição de renda! Afinal, é por um prato de comida ou mesmo por meio sanduíche que muita gente se prostitui. A fome e o desespero assolam milhões de lares e os ecos da violência uivam como sirenas, por entre as frestas dos barracos, sob os testemunhais e impassíveis viadutos da metrópole.


Sejamos mais justos. É mais feliz quem doa do que quem recebe. E cada vez mais entidades assistenciais surgem. Exerçamos à distância uma respeitosa fiscalização, para separar o joio do trigo.


Essa é a luta. Por mais que se faça, haverá ainda uma colossal avalancha de necessidades, de clamores, de choros e, o que é pior, de revoltosos. A hora é agora. Vamos nos engajar, darmo-nos as mãos, num canto uníssono, sorridentes mas com voz firme. E a convicção tranqüilizadora de que adentramos a estrada que leva a um mundo melhor. Por um e por todos!


São Paulo, manhã de 27 de abril de 2002.
Euro Oscar

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